ONU: polarização política ameaça reconciliação no Iraque

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Alerta foi feito pelo representante especial do secretário-geral para o país árabe, Ján Kubis; ele afirmou que o primeiro-ministro iraquiano tem dificuldades para exercer autoridade.

Ján Kubis. Foto: ONU/Amanda Voisard

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O enviado do secretário-geral da ONU para o Iraque, Ján Kubis, alertou esta quarta-feira que a "polarização política ameaça os esforços de reconciliação no país".

Em pronunciamento no Conselho de Segurança, o chefe da Missão das Nações Unidas de Assistência no Iraque, Unami, afirmou que "o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, enfrenta grandes desafios de todos os lados".

Autoridade

Kubis disse que "desde que assumiu o poder há um ano, o primeiro-ministro tem lutado para impor sua autoridade enquanto os opositores ganham mais força".

No relatório que foi entregue aos membros do Conselho de Segurança, o representante da ONU diz que "o alcance e o impacto das reformas ainda não atenderam às expectativas da população".

Segundo o enviado do secretário-geral, "apesar das esperanças de que al-Abadi tivesse condições de avançar com o processo de reconciliação, os esforços do líder iraquiano estão sendo combatidos em todos os níveis da sociedade".

Causas

Kubis disse que as principais causas para essa rejeição são a falta de confiança e interesses escusos.

O representante da ONU disse ainda que mesmo com a polarização, o premiê iraquiano continua liderando os esforços para cumprir a agenda de programa de governo e de reformas.

O chefe da Unami declarou que a crise fiscal e o crescente déficit no orçamento, como resultado da queda do preço do petróleo, demonstram a necessidade de uma reforma econômica urgente.

Ele reiterou que a missão da ONU está pronta para ajudar em todos os esforços para promover uma reconciliação que respeite a união territorial, a soberania e a ordem constitucional do país.

Isil

Em relação à segurança, Kubis alertou também que as forças militares iraquianas conseguiram afastar os extremistas do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, na região central do país.

Mas o chefe da Unami deixou claro que o Isil continua recebendo fundos e tendo capacidade militar para prolongar "um reinado de terror por grande parte do Iraque".

Ele citou o sucesso da estabilização de Tikrit, cidade que foi retomada dos extremistas. Cerca de 155 mil moradores voltaram à região.

Kubis declarou que a situação humanitária ainda é grave e com fundos limitados, as agências da ONU foram obrigadas a cortar e a reorganizar programas de apoio aos deslocados iraquianos.

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