ONU pede ação para acabar com impasse entre israelenses e palestinos

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Vice-secretário-geral fez a declaração em antecipação ao Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino este domingo, 29 de novembro; Jan Eliasson afirmou que o mundo "continua testemunhando atividades ilegais de assentamento e violência na região".

Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino. Foto: ONU/Rick Bajornas

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A ONU afirmou esta segunda-feira que "a comunidade internacional pode e deve ter um papel maior para acabar com o impasse entre israelenses e palestinos".

A declaração foi feita pelo vice-secretário-geral das Nações Unidas, Jan Eliasson, em nome do secretário-geral, Ban Ki-moon, para marcar o Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino que é comemorado este domingo, 29 de novembro.

Esperança

Eliasson afirmou que "há um ano a Assembleia Geral celebrava a data tendo como foco a crescente esperança de que os países se engajassem para pôr um fim ao conflito".

O vice-chefe da ONU disse que "um ano depois, o que se vê é que a esperança e a segurança continuam nos índices mais baixos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, incluindo o leste de Jerusalém".

Ele citou ainda as atividades de assentamentos ilegais e da violência entre os dois lados. Além disso, Eliasson mencionou a demolição de residências e outras instalações palestinas.

Segundo Jan Eliasson, essas políticas e ações estão contrárias as intenções do governo israelense de buscar uma solução de dois Estados.

Violência

O número dois da ONU lembrou que nas últimas semanas, tensões e violência nos locais sagrados da Cidade Velha de Jerusalém deram uma dimensão religiosa e perigosa ao conflito.

Durante sua última visita à região, o secretário-geral Ban Ki-moon pediu a todos os envolvidos na crise pela preservação do "status quo" de Haram al Sharif, também chamado de Monte do Templo.

Ban saudou as garantias dadas pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu dizendo que seu país não tem intensão de realizar qualquer mudança.

No pronunciamento, Eliasson disse que Ban condenou a onda de violência na região envolvendo esfaqueamentos e tiroteios que causaram sofrimentos em israelenses e palestinos.

Crucial

Para o secretário-geral, é "crucial que os líderes dos dois lados tenham um papel construtivo para solucionar o problema. Israelenses e palestinos devem evitar pronunciamentos que possam incitar a população".

Ban reconhece os problemas de segurança enfrentados por Israel, mas ao mesmo tempo, lembrou que o uso excessivo de força pelas autoridades israelenses aumenta o ódio e a frustração.

O secretário-geral pediu moderação às forças de segurança de Israel, principalmente no uso de armas letais.

Ele citou que em novembro de 2012, o Estado da Palestina se tornou um Estado Observador não-membro da ONU. Ban explicou que atualmente, 136 países reconhecem o Estado da Palestina.

O secretário-geral disse que esses avanços diplomáticos não foram sentidos pelas crianças em Gaza ou pelos palestinos em Nablus ou Hebron.

Ban quer que nesta data, a comunidade internacional reafirme o compromisso de levar a paz a israelenses e palestinos.

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