ONU fala da verificação para a reforma do setor da polícia na Guiné-Bissau

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Conselho de Segurança discutiu atuação policial e desafios nas operações de paz; Bissau poderá abrir academia policial com currículo ajustado em direitos humanos; país conta com 4.780 oficiais de segurança e da aplicação da lei.

Assessora do setor da reforma da polícia na Uniogbis, Dee Dee Rodriguez (centro). Foto: ONU/Mark Garten

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Gabinete Integrado da ONU para Manutenção da Paz na Guiné-Bissau, Uniogbis, apoia a verificação dos membros das forças de segurança que devem ser aposentados.

A informação foi dada pela assessora do setor da reforma da polícia na Uniogbis, nas vésperas da sessão do Conselho de Segurança que esta sexta-feira abordou a polícia nas operações de paz e os desafios para proteger civis.

Aplicação da Lei

Falando a jornalistas, em Nova Iorque, Dee Dee Rodriguez  disse que essa seleção vai ajudar a identificar quem continua na força guineense e vai receber treino e certificação.

A representante afirmou tratar-se da segunda fase do processo, que vem na sequência do registo de 4.780 oficiais de segurança e da aplicação da lei.

A etapa seguinte será “atualizar os resultados e implementar uma academia da polícia e um currículo que estará em linha com leis nacionais e padrões internacionais de direitos humanos”.

Rodriguez disse que um dos grandes desafios guineenses é o crime transnacional organizado, num país com uma “vasta superfície e a costa mais extensa” da região da África Ocidental.

Fronteiras

A oficial declarou que tais fatores podem desorganizar qualquer possibilidade sustentável de garantir a segurança no território que tem um controlo mínimo das fronteiras porosas e das entradas e saídas de pessoas, bens e veículos.

A representante lembrou que a Guiné-Bissau é reconhecida como sendo um país de trânsito e de tráfico de drogas, onde evidências mais recentes apontam para o aumento do consumo do tipo de substâncias.

Controlo Fronteiriço

A representação da ONU aposta em concentrar-se na criação de capacidades e no planeamento estratégico para reforçar a gestão do controlo fronteiriço.

A conselheira policial declarou que essas iniciativas estão a ser coordenadas pela Iniciativa da Costa da África Ocidental, em parceria com o Escritório da ONU sobre Drogas e Crime, Unodc.

A outra área de maior foco no apoio às forças de segurança é a expansão da polícia comunitária, através do apoio de esquadras que serão  financiadas por doadores.

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