ONU diz que mortalidade materna caiu 44% desde 1990

Ouvir /

Relatório foi publicado nesta quinta-feira por agências das Nações Unidas e o Banco Mundial; Cabo Verde e Timor-Leste fazem parte dos únicos 9 países que alcançaram o Objetivos de Desenvolvimento do Milênio 5 de reduzir o índice de mortalidade materna em pelo menos 75% neste período.

Foto: Unfpa Filipinas/Czar Dancel

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Agências da ONU e o Banco Mundial afirmaram que a mortalidade materna caiu quase 44% no mundo, desde 1990.

Os dados foram publicados em um relatório divulgado nesta quinta-feira, o último em uma série que analisou os avanços sob os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, ODMs.

Saúde

De acordo com a publicação, as mortes maternas em todo o mundo caíram de cerca de 532 mil em 1990 para 303 mil este ano.

Segundo a diretora-geral assistente para saúde familiar, feminina e infantil da Organização Mundial da Saúde, OMS, os ODMs "desencadearam ações sem precedentes para reduzir a mortalidade materna".

Flavia Bustreo afirmou que nos últimos 25 anos, "o risco de uma mulher morrer de causas relacionadas à gravidez caiu quase pela metade". Para a especialista, "este é um progresso real", mas "não é o suficiente".

Erradicação

Bustreo afirmou que a agência está "comprometida" a trabalhar na direção de virtualmente acabar com estas mortes até 2030.

O relatório Tendências em Mortalidade Materna: de 1990 a 2015 contém estimativas da OMS, do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, do Fundo de População das Nações Unidas, Unfpa, do Banco Mundial e da Divisão de População das Nações Unidas.

Avanços Desiguais

Apesar de avanços globais, apenas 9 países alcançaram o ODM 5 que é o de reduzir o índice de mortalidade materna em pelo menos 75% entre 1990 e 2015.

Entre eles, duas nações de língua portuguesa: Cabo Verde e Timor-Leste. Os outros países são Butão, Camboja, Irã, Laos, Maldivas, Mongólia e Ruanda.

Países em Desenvolvimento

No entanto, apesar deste importante progresso, as agências da ONU afirmam que as taxas em alguns destes países permanecem acima da média global.

Até o fim do ano, cerca de 99% das mortes maternas mundiais vão ter ocorrido em regiões em desenvolvimento. A África Subsaariana contabiliza 66% dos casos.

Educação

A vice-diretora do Unicef, Geeta Rao Gupta, afirmou que o fortalecimento dos sistemas de saúde deve ser complementado com atenção a outras questões para reduzir as mortes maternas.

Segundo a especialista, "a educação de mulheres e meninas, em particular as mais marginalizadas, é fundamental para sua sobrevivência e a de seus filhos".

Desenvolvimento Sustentável

A nova Estratégia Global para Saúde de Mulheres, Crianças e Adolescentes, foi lançada pelo secretário-geral da ONU em setembro.

O plano busca ajudar a alcançar a ambiciosa meta de reduzir as mortes maternas a menos de 70 a cada 100 mil nascimentos em todo o mundo, como está incluído nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS.

Segundo o diretor sênior de Saúde, Nutrição e População do Banco Mundial, Tim Evans, "o ODS para acabar com as mortes maternas até 2030 é ambicioso e realizável" se os esforços forem "redobrados".

Leia Mais:

ODM 5: Melhorar a Saúde Materna | Rádio das Nações Unidas

Saúde materna: “desenvolvimento está ligado à justiça social” | Rádio das Nações Unidas

ODMs são o movimento contra pobreza de maior sucesso da história | Rádio das Nações Unidas

OMS e Banco Mundial alertam que 400 milhões não têm acesso à saúde

 

 

Compartilhe

JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
Loading the player ...

SIGA A RÁDIO ONU NAS REDES SOCIAIS

 

dezembro 2017
S T Q Q S S D
« nov    
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031