ONU aplaude queda contínua de ações dos piratas somalis

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Num ano, 12 ataques ocorreram ao largo da costa da Somália;  pelo menos 26 marinheiros de grandes navios comerciais continuam nas mãos dos sequestradores; presos 323 supostos piratas no Golfo de Áden e no Oceano Índico.

Ban Ki-moon disse continuar apreensivo com um possível retorno da pirataria em larga escala. Foto: Marinha EUA/Ja’lon A. Rhinehart

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Um relatório do secretário-geral das Nações Unidas destaca que houve um contínuo declínio da pirataria ao largo da costa da Somália.

O informe, apresentado esta terça-feira no Conselho de Segurança, indica ter havido 12 ataques na região desde outubro de 2014.  O órgão aprovou uma resolução que renova por mais um ano a ação de forças estrangeiras para perseguir e capturar os piratas na região.

Navios

A ONU registou 20 assaltos em 2013 e outros 78 em 2007, quando a pirataria predominava na área. Pelo menos 237 navios foram visados pelos piratas somalis em 2011.

O chefe da ONU atribui a diminuição dos ataques à cooperação internacional “extraordinária e inovadora” para lidar com uma ameaça à paz e à segurança compartilhadas.

Ban refere que graças aos esforços, apoio e coordenação do Grupo de Contacto sobre a pirataria na costa da Somália e das forças navais internacionais tais ações continuam em queda.

Supostos Piratas

Em poder dos piratas somalis estão 26 marinheiros de grandes navios comerciais, comparados aos 37 registados há um ano.

As forças navais que operam no Golfo de Áden e no Oceano Índico detiveram  um total de 323 supostos piratas. Do grupo, 64 foram julgados no Quénia, 147 nas Seychelles e 12 nas Ilhas Maurícias.

Os outros foram detidos pelas forças navais internacionais que operam na Operação Escudo do Oceano da Nato de forças marítimas combinadas.

Presença Naval

Entretanto, Ban Ki-moon disse continuar apreensivo com um possível retorno da pirataria em larga escala se não houver um apoio contínuo da presença naval internacional e  medidas de autoproteção adotadas pela indústria naval.

O outro apelo à comunidade internacional é que coopere para conter a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada feita por estrangeiros na zona económica exclusiva da Somália.

Ban recomenda a partilha de informações, a regulamentação de navios de pesca estrangeiros e o apoio às autoridades somalis para que seja criado um regime de licenciamento para os navios que não sejam do país do Corno de África.

Forças Marítimas

A ONU declara que está pronta para apoiar ao Governo Federal da Somália, ao qual recomendou que convoque o Comité de Coordenação de Segurança Marítima.

A sugestão é que todas as entidades participantes na governação marítima do país priorizem as forças que devem atuar na área.

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