OMS quer ampliar tratamento antirretroviral contra HIV

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Anúncio foi feito na véspera do Dia Mundial de Combate à Aids, esta terça-feira, 1º de dezembro; agência da ONU afirmou que objetivo é acabar com a epidemia no prazo de uma geração.

Combate à Aids. Foto: ONU

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, anunciou esta segunda-feira que a expansão do tratamento antirretroviral contra o HIV é a chave para acabar com a epidemia da Aids até 2030.

O anúncio da agência da ONU foi feito na véspera do Dia Mundial de Combate à Aids, esta terça-feira, 1º de dezembro.

ODM

Segundo a organização, "o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio, ODM, para reverter o avanço do HIV foi alcançado antes do prazo combinado, final de 2015".

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan disse que "esse foi um avanço incrível que comprova o poder de uma ação de solidariedade nacional e internacional".

A ampliação da terapia antirretroviral, também chamada de ART, tem avançado mais na África, onde mais de 11 milhões de pessoas recebem atualmente o tratamento, comparado com os 11 mil que recebiam o medicamento na virada do século".

As autoridades de saúde afirmaram que as pessoas com HIV na África têm hoje mais condições de receber o tratamento do que os que vivem em algumas outras partes do mundo.

Agenda 2030

Dados da OMS mostram que em junho deste ano, das 37 milhões de pessoas com HIV no mundo, quase 16 milhões estavam recebendo os medicamentos.

Durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro, os líderes mundiais adotaram a agenda 2030, com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que busca pôr um fim à Aids em 15 anos.

A prioridade para 2020 é dobrar o número de pessoas atualmente sendo tratadas com ART e reduzir em 75% as novas infecções.

Um relatório divulgado no início deste ano mostrou que as pessoas que iniciam o tratamento antirretroviral logo depois de contraírem o vírus, têm mais condições de viver uma vida saudável e uma chance menor de transmitir o HIV para seus parceiros.

Segundo a OMS, nos últimos cinco anos na África, 10 milhões de homens se submeteram voluntariamente a um procedimento de circuncisão, processo que reduz o risco de contaminação por HIV em 60%.

Grávidas e Bebês

Além disso, os medicamentos antirretrovirais que evitam que as pessoas com HIV fiquem doentes também previnem a transmissão do vírus para mulheres grávidas e seus bebês.

Entre os 22 países que registram 90% das novas infecções com HIV, oito conseguiram reduzir as transmissões entre crianças em mais de 50% desde 2009 e outros quatro estão perto de atingir esse índice.

A OMS afirma que alguns países de baixa e média rendas conseguiram alcançar grande progresso no fornecimento de serviços universais para combater o vírus.

Os dados mostram que em 12 dessas nações, 60% das pessoas com HIV estão conscientes de sua situação e recebem o tratamento antirretroviral.

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