OMS prepara-se para lidar com impacto de ciclone que se aproxima do Iémen

Ouvir /

Nas áreas mais propensas à tempestade vivem cerca de 1,8 milhão de pessoas incluindo refugiados, deslocados e migrantes; ciclone Chapala deve trazer a mesma quantidade de chuvas que caíu em até 10 anos no país árabe.

A precipitação pode ser equivalente a que ocorreu num período entre seis e 10 anos. Imagem: NASA

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, anunciou esta terça-feira que intensifica os seus esforços junto ao Ministério da Saúde Pública e da População no Iémen para responder às graves consequências do ciclone Chapala.

Na capital iemenita Sanaa, a agência está a instalar um Centro de Operações Estratégicas de Saúde. O objetivo é lidar com a tempestade que deve abalar várias partes do país nos próximos dias.

Deslocados, Refugiados e Migrantes

Pelas previsões do Escritório das Nações Unidas para Assistência Humanitária, Ocha, as províncias mais suscetíveis aos problemas mais graves são Shabwah e Hadramaut onde vivem cerca de 1,8 milhão de pessoas.

Mais de 100 mil deslocados internos e 27 mil refugiados e migrantes estão abrigados nas duas regiões costeiras.

A Organização Meteorológica Mundial, OMM, disse que o Iémen não está preparado para a queda de intensas chuvas durante a tempestade. A precipitação pode ser equivalente a que ocorreu num período entre seis e 10 anos.

Fragilidade

Falando à Rádio ONU, em Genebra, a técnica da agência da ONU, Clare Nullis, falou da fragilidade do país,normalmente uma área muito árida, para lidar com a situação.

Segundo ela, o grande receio é com o potencial da queda de chuvas na nação sem infraestrutura para suportar este fenómeno, daí as previsões de que ciclone tenha um impacto muito grave.

A especialista salientou que os iemenitas não estão habituados a tais eventos climáticos violentos e que passam agora por uma prova de fogo em relação ao que fazer, à medida que o ciclone continua a seguir para o noroeste.

Trauma

Para preparar-se para lidar com o impacto do ciclone na saúde, a OMS disse que entregou equipamento para tratar mil pacientes de trauma no distrito de Mukalla, na província de Hadramout.

O apoio da agência inclui 20 mil litros de diesel para 8 hospitais para garantir que funcionem continuamente. Outros 2,5 mil litros de gasolina também foram entregues para que as ambulâncias continuem a prestar serviços de emergência.

Resposta Rápida

Uma sala de operações apoiada pela OMS está ao serviço do Ministério da Saúde. Na cidade de Áden, no sul, o sub-escritório da agência da ONU está em alerta e trabalha com parceiros para finalizar os seus planos.

O representante da OMS para o Iémen disse haver um contacto regular com as autoridades de saúde em Mukalla e com equipas de resposta rápida para fornecer informações de saúde e realizar vigilância constante e avaliação.

Ahmed Shadoul disse que a OMS, parceiros da saúde e autoridades sanitárias estão em alerta máximo para garantir que são aplicadas medidas de preparação adequadas e para dar uma resposta oportuna.

Leia Mais:

Segurança alimentar a piorar rapidamente no Iémen

218 mil migrantes e refugiados atravessaram o Mediterrâneo em outubro

Compartilhe

JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
Loading the player ...

SIGA A RÁDIO ONU NAS REDES SOCIAIS

 

dezembro 2017
S T Q Q S S D
« nov    
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031