OMS pede cuidado na Semana Mundial de Consciência sobre os Antibióticos

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Agência desencoraja partilha do tipo de medicamentos e pede que tratamento seja concluído; ministra da Saúde de Cabo Verde disse que sem controlo desses medicamentos algumas doenças não terão respostas com antibióticos.

Semana Mundial de Consciência sobre os Antibióticos. Foto: OMS

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O mundo assinala a partir desta segunda-feira a primeira Semana Mundial de Consciência sobre os Antibióticos.

Até 22 de novembro, a Organização Mundial da Saúde, OMS, vai encorajar os seus países-membros e parceiros a ajudar a campanha que decorre sob o lema Antibióticos: manusear com cuidado.

Crescente Preocupação

Em maio, a 68ª Assembleia Mundial da Saúde aprovou um plano de ação global para combater o problema da resistência aos antibióticos e a outros medicamentos antimicrobianos.

Falando à Rádio ONU, da Cidade da Praia, a ministra da Saúde de Cabo Verde disse que a questão levanta crescente preocupação. Para Cristina Fontes Lima, isso foi constatado junto às dezenas de colegas seus que participaram no evento.

“Muitos países em que não houve ação atempada já não têm literalmente a possibilidade de curar certas doenças com os medicamentos de primeira linha. Isso leva a seguir para outros mais complexos além de ter literalmente o risco de termos algumas doenças, se continuarmos sem controlar esses medicamentos  algumas doenças não terão respostas em matéria de antibióticos.”

Profissional Certificado

A mensagem que a OMS pretende passar na Semana Mundial de Consciência sobre os Antibióticos  é que a classe de medicamentos é um recurso precioso por preservar.

Mas a agência adverte que o seu uso para tratar infeções bacterianas deve ser apenas quando estes são prescritos por um profissional de saúde certificado.

Durante o período  serão encorajadas as melhores práticas junto ao público, profissionais de saúde, políticos e figuras ligadas ao setor da agricultura. O objetivo é evitar o surgimento ou a resistência aos antibióticos.

Resistência Antimicrobiana

Um dos objetivos principais do plano é melhorar o conhecimento e a compreensão sobre a resistência antimicrobiana através da comunicação eficaz, da educação e da formação.

A tuberculose multirresistente destaca-se nos casos mais preocupantes do fenómeno a nível global. Estima-se que 3,6% dos novos casos e 20,2% dos pacientes já tratados sejam resistentes a vários medicamentos.

Quanto à malária, a OMS destacou focos de resistência à artemisinina em alguns países. A agência defende que a expansão ou surgimento de estirpes noutras regiões poderia prejudicar os ganhos importantes recentemente obtidos no controle da doença.

Tratamento Antirretroviral

Em relação ao HIV, a agência estima que entre 10% e 17% de pessoas sem terapia antirretroviral convivem com vírus resistentes a pelo menos um medicamento antirretroviral em áreas como Europa, Austrália, Japão e Estados Unidos.

Na mensagem, a agência da ONU realça que os antibióticos nunca devem ser partilhados e que o tratamento  deve ser concluído e não deixado para depois. A OMS anunciou que vai apoiar campanhas contra a prática em vários países.

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