OMS: mais de 11 milhões recebem tratamento antirretroviral em África

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Agência da ONU celebra progresso, uma vez que há 15 anos, apenas 11 mil pessoas recebiam o tratamento do HIV; pesquisa comprova que medicamentos ajudam paciente a manter a saúde e diminuiu riscos de transmissão a parceiros. 

Paciente com HIV no Malaui. Foto: UNICEF/HIVA201500101/Schermbrucker

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

A Organização Mundial da Saúde, OMS, divulgou esta segunda-feira os resultados de um levantamento sobre acesso à terapia antirretroviral para pacientes com HIV.

Atualmente, o tratamento é oferecido a 11 milhões de pessoas em África. A OMS celebra o progresso, uma vez que há 15 anos, apenas 11 mil pacientes estavam a ser atendidos no continente.

Mundo

As pessoas com HIV em África têm mais possibilidades de receber tratamento do que em outras partes do mundo. Em junho, quase 16 milhões de pessoas com HIV em todo o globo recebiam antirretrovirais, mas o total de pacientes com o vírus chega a 37 milhões.

Segundo a agência da ONU, estudos confirmam que as pessoas com HIV  que passam a tomar o medicamento logo após contrair o vírus têm mais probabilidades de estarem saudáveis.

Existe também menor risco de transmitir o HIV aos parceiros, por isso, a OMS defende que todas as pessoas infetadas recebam tratamento.

Vidas Salvas

A ampliação da terapia antirretroviral já resultou numa redução das mortes relacionadas à Sida, enquanto medidas de prevenção ajudaram a diminuir os números de novas infeções.

A OMS fala num pico da epidemia em 2004, mas desde então o total de mortes caiu 42%. Foram 7,8 milhões de vidas salvas e 35% de queda no total de novas infeções nos últimos 15 anos.

Os líderes mundiais fizeram uma promessa na sede da ONU em setembro: trabalhar para acabar com a epidemia de Sida até 2030 e reduzir o número de novas infeções até 2030.

A OMS fez várias recomendações: usar testes inovadores para que mais pessoas saibam se têm ou não HIV; começar o tratamento rapidamente para os que foram diagnosticados e aumentar o acesso aos antirretrovirais. A OMS lembra que o uso de preservativos e programas de prevenção continuam a ser essenciais na luta contra o vírus.

Prevenção

Nos últimos cinco anos, cerca de 10 milhões de homens em África fizeram a circuncisão voluntária. A OMS explica que o procedimento reduz em 60% o risco de adquirir o HIV.

Entre 22 países onde houve 90% das novas infeções por HIV, oito conseguiram reduzir o número de crianças com o vírus em mais de 50%, graças aos antirretrovirais.

A OMS destaca também 12 países de rendas baixa e média que fizeram progressos marcantes, uma vez que 60% ou mais dos pacientes com o vírus conhecem sua condição e estão a receber tratamento.

O estudo da agência da ONU foi lançado na véspera do Dia Mundial de Combate à Sida,  assinalado todos os anos a 1° de dezembro.

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