Novos problemas surgem para refugiados que tentam chegar aos Bálcãs

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Agência da ONU fala sobre "novas e descoordenadas restrições impostas em várias fronteiras da região"; refugiados da Síria, Afeganistão e Iraque são autorizados a passar e os de outros países são barrados.

Refugiados e migrantes continuam chegando à Europa via Grécia durante a temporada de inverno. Foto: Acnur/Achilleas Zavallis

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O alto comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, denunciou esta terça-feira "novas e descoordenadas restrições impostas em várias fronteiras da região dos Bálcãs". Segundo o Acnur, as "consequências negativas já são claras", porque refugiados e migrantes estão sendo barrados em vários países, sem a oferta de uma solução para a sua situação.

A agência da ONU diz que "uma nova situação está se desenvolvendo na Europa e requer atenção urgente". As pessoas estão tendo seu perfil desenhado na base de sua alegada nacionalidade.

Proibição

Nas fronteiras entre Grécia e ex-República Iugoslava da Macedônia e entre Macedônia e Sérvia, a passagem é autorizada aos cidadãos da Síria, do Afeganistão e do Iraque. Mas refugiados de outros países são barrados e o Acnur fala em 1 mil pessoas "presas" no principal ponto de entrada da Grécia para a Macedônia.

Com a frustração cada vez maior, protestos já surgiram entre 200 pessoas – a maioria do Irã, do Bangladesh e do Paquistão. Outros 60 refugiados estão em greve de fome e o Acnur informa que 11 pessoas costuraram a própria boca.

Atenas

Nos últimos dois dias, cerca de 150 pessoas retornaram de forma voluntária para Atenas, onde foi oferecida a opção de pedir asilo. Perto da fronteira, o Acnur montou um centro com aquecimento, onde os refugiados que foram barrados podem passar a noite e receber uma refeição quente.

A agência da ONU diz ser essencial controlar a situação, já que os refugiados e migrantes vão continuar chegando à Europa via Grécia durante a temporada de inverno e em 2016.

Mortes

O Acnur lembra que "todas as pessoas têm direito de pedir asilo e de explicar sua situação, independente de sua nacionalidade". Com a atual situação entre a Grécia e os Bálcãs, a agência alerta para a possibilidade dos refugiados que buscam alternativas à "situação caótica" irem para as mãos dos traficantes de pessoas.

Uma agência parceira da ONU, a Organização Internacional para Migrações, observou diminuição no número de refugiados e migrantes que chegaram à Grécia no fim de semana. No domingo, foram 155 pessoas. A média para o mês de novembro é de 4,5 mil chegadas por dia.

Não houve nenhuma morte em águas gregas desde o dia 17, quando um barco afundou matando pelo menos nove pessoas. Ainda assim, novembro está sendo considerado o mês mais seguro desde agosto.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 11 DE DEZEMBRO DE 2017
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