Moçambique divulga relatório sobre mortes do caso Chitima

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Pelo menos 75 pessoas morreram intoxicadas após o consumo da bebida conhecida por Pombe; representante do Ministério da Saúde fala da necessidade de se evitar uma nova catástrofe.

Foto: Banco Mundial

Ouri Pota, da Rádio ONU em Maputo.

O Ministério da Saúde de Moçambique apresentou um relatório sobre as mortes ligadas ao caso Chitima, 10 meses após o ocorrido. Em janeiro, 75 pessoas morreram na localidade de Chitima, na província de Tete, no centro do país.

Segundo o documento, intoxicação foi a causa da morte. Essas pessoas haviam consumido uma bebida tradicional, conhecida por Pombe, após retornarem de um funeral. A bactéria causadora tem o nome de Burkholderia Gladioli e produz o ácido Bongkrequico e a Toxoflavina.

Laboratórios

Em conversa com a Rádio ONU em Maputo, o director geral do Instituto Nacional de Saúde, Ilesh Jani, disse que foi possível detetar a bactéria com apoio de laboratórios de Moçambique, África do Sul, Portugal e Estados Unidos da América.

"O laboratório que identificou a causa do tóxico foi o laboratório dos EUA, que foi capaz de detectar a presença de duas potentes toxinas, tanto na farinha que foi utilizada para fazer o pombe comono próprio pombe suspeito."

Higiene

Os primeiros casos deram entrada no centro de saúde de Chitima. Para o director geral do Instituto Nacional de Saúde, há necessidade de fiscalização para evitar futuros casos.

"Este caso de Chitima é evidente que é o caso mais grave que nós temos observado nos últimos anos. Mas o problema aqui é uma questão de higiene na confecção de alimentos. Nós temos que intessificar a implementação e a fiscalização sobre regulamentos de confecção de alimentos. O Ministério da Saúde irá intesificar acções de educação,  informação e comunicação sobre este material".

Capacitação

O processo para dar a conhecer os resultados levou cerca de dez meses. Para Ilesh Jani, há necessidade de se criarem condiçoes para resposta rápida em casos do género.

"Precisamos de nos capacitar para lidar com este tipo de catastrófe. Temos que adotar práticas que previnam, portanto, criar capacidade de prontidão ao nível de todas províncias do país. Termos equipes que estejam prontas para reagir a este tipo de catastrófe, montar as capacidades necessárias também a nível laboratorial para podermos reagir as questões sem termos que ter dependência externa neste tipo de situação."

A intoxicação pela bebida tradicional conhecida por Pombe também deixou 232 casos pessoas com sintomas. Na época o governo moçambicano decretou três dias de luto nacional devido a dimensão da situação.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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