FMI revela desafios económicos pós-ébola na Libéria

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Crescimento da economia deve atingir 0,3% em 2015; país teve o maior número de mortes durante o surto na África Ocidental; houve forte queda nos preços das matérias-primas.

A situação económica piora com a forte queda nos preços das matérias-primas. Foto: ONU/Shima Roy

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Fundo Monetário Internacional, FMI, declarou que a situação económica na Libéria continua a ser um desafio, apesar de ter sido vencido o ébola.

Especialistas do órgão concluíram uma visita ao país, onde frisaram que a situação económica piora com a forte queda nos preços das matérias-primas. Esse facto obrigou a cortes na produção e ao adiamento de projetos de investimento na área dos recursos naturais.

Crescimento

A previsão do crescimento económico para este ano é de 0,3%, após um avanço estimado em 0,7% em 2014.

Para o FMI, a expansão económica liberiana deve acontecer em 2016, impulsionada pelo setor de ouro e pelo reforço da recuperação pós-ébola.

O país registou 4.808 mortos devido à doença, o mais alto durante o recente surto na África Ocidental. Em termos de pacientes, a Libéria ficou em segundo lugar, ao registar 10.672 casos, a seguir à Serra Leoa.

Cobranças

Com os gastos para enfrentar a epidemia, o défice global do governo aumentou para 8,1% do Produto Interno Bruto, PIB, em 2015 . No ano passado, a percentagem era de 1,9%.

De acordo com o FMI, o país teve um crescimento nas cobranças das receitas fiscais apesar da emergência.

Junto das autoridades liberianas, os especialistas do órgão abordaram as políticas de apoio ao crescimento perante as atuais dificuldades e as ações para melhorar a gestão financeira pública.

Infraestruturas

As questões discutidas incluíram as alternativas para manter um nível sustentável da dívida pública, a reposição das reservas internacionais e o reforço da regulamentação do setor financeiro e das infraestruturas.

Em dezembro, o FMI deve libertar cerca de  US$ 11 milhões para a Libéria.

O órgão informou ainda que deve examinar um pedido das autoridades do país para que seja alargado, até o fim de 2016, o prazo da linha de crédito de três anos que foi aprovado em 2012.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
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