Firmado acordo para tratar da migração de africanos para a Europa

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Plano adotado em Malta  foi desenvolvido por países de África e da União Europeia; OIM saúda iniciativa com vista a restaurar estabilidade e tratar das causas que levaram 800 mil pessoas a arriscarem as suas vidas pelo mar.

Migrantes num centro na cidade de Zawiya, na Líbia. Imagem: Mathieu Galtier/IRIN

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque. 

Um roteiro para tratar do fluxo de migração de africanos para a Europa foi apresentado por países de África e da União Europeia, com o apoio da Organização Internacional para Migrações, OIM.

O diretor-geral da agência parceira da ONU, William Swing,  explicou que o foco até o momento tem sido salvar vidas no Mar Mediterrâneo.

Traficantes

A Europa tem recebido um número sem precedentes de refugiados e de migrantes este ano. Até o momento, cerca de 800 mil arriscaram suas vidas pelo mar com a ajuda de traficantes, após abandonarem África ou países do Médio Oriente.

Segundo William Swing, esse novo projecto também tem em vista tratar as razões que levam tantas pessoas a fazer a travessia.

Pobreza

O chefe da OIM destaca que entre os motivos estão "o arco de guerra de África à Ásia que leva insegurança a comunidades, a pobreza e o impacto da mudança climática", três fatores que tornam ainda mais difícil a sobrevivência.

A iniciativa entre África e União Europeia foi firmada durante uma conferência sobre migração em Valletta, na ilha de Malta. No centro do plano está restaurar a estabilidade da migração. Isso será feito ao se tratar das raízes que levam tantas pessoas a tomar a arriscada decisão de enfrentar a rota migratória.

Mortes

Durante a cimeira, os líderes africanos e europeus expressaram preocupação com o sofrimento, o abuso e a exploração sofridos pelos migrantes, em especial mulheres e crianças. Foi destacado ainda que as mortes no deserto ou no mar são inaceitáveis.

Retorno

Na declaração política firmada durante a cimeira em Valletta, está definido que o retorno voluntário dos migrantes é uma melhor opção, em comparação com o retorno forçado dos que não têm condições legais de continuar na Europa.

A OIM defende fortemente que o retorno de migrantes deve ser baseado na livre escolha, sempre com dignidade.

O chefe da organização, William Swing, diz que as decisões feitas em Malta são promissoras, uma vez que também foram destacados os benefícios da migração coordenada entre África e Europa e a importância de se combater o tráfico humano.

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