Para FAO, clima adverso ditou aumento dos preços da comida em outubro

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De acordo com o Índice de Preços dos Alimentos, custo da comida  subiu  3,9% em relação a setembro; agência apresenta revisão em baixa para produção de cereais em 2015.

A previsão da produção de cereais para este ano está 1,1% abaixo do recorde do ano passado. Foto: Daniella Van Leggelo-Padilla/Banco Mundial

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Outubro foi marcado pela subida dos preços dos principais alimentos de primeira necessidade, que foi estimulada por fatores meteorológicos e pelo seu impacto no fornecimento de açúcar e do óleo de palma.

O Índice de Preços dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, revela que no período houve um aumento do custo da comida de 3,9% em relação a setembro.

Açúcar

De acordo com a análise, lançada esta segunda-feira, o valor corresponde a cerca de 162 pontos. A agência da ONU sublinha que a taxa ainda está 16% abaixo do nível do mesmo período do ano passado.

O Brasil é citado no índice devido aos possíveis efeitos das excessivas chuvas na colheita da cana-de-açúcar nas regiões de maior cultivo do país, associados aos relatos da seca na Índia e na Tailândia. O açúcar foi o produto que registou a maior subida do mês em análise ao registar 17,2% em relação a setembro.

Fraco Progresso

O aumento das preocupações sobre o fenómeno El Niño e as suas consequências na oferta de óleo de palma no próximo ano na Indonésia levou à subida de 6,2% no preço do óleo vegetal.

O fator foi aliado ao fraco progresso no cultivo da soja no Brasil, também devido também ao clima pouco favorável.

Cereais

Este mês, a previsão da produção de cereais para este ano foi fixada em 2,53 mil milhões de toneladas, cerca de 1,1% abaixo do recorde do ano passado.

Metade dessa redução foi devido à baixa nas safras de milho na Índia e na Ucrânia, principalmente devido às condições climáticas adversas. A seca na Tailândia levou a uma redução na previsão da colheita sazonal do arroz.

A FAO revela, entretanto, ter havido um aumento na previsão da produção global de trigo que reflete às maiores colheitas previstas pela União Europeia.

A agência prevê que as reservas de cereais possam continuar num nível confortável a nível global, com uma subida no trigo que deve atingir o nível mais alto em 15 anos.

Carne

Em outubro, o preço dos laticínios subiu 9,4% em relação a setembro passado devido às preocupações com a queda na produção de leite na Nova Zelândia. Os preços da carne continuaram estáveis.

Houve também uma queda modesta de preços dos cereais em 1,7%. A variação foi motivada em parte pelo aumento das preocupações com o tempo seco que afeta as culturas de trigo na Ucrânia e em áreas do sul da Rússia.

*Apresentação: Alexandre Soares.

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