Explosões de minas matam em média 10 pessoas por dia

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Relatório fala no aumento do uso de explosivos por grupos armados não-estatais no Afeganistão, Colômbia, Líbia, Paquistão e Síria; 39% das vítimas são crianças; Moçambique destacado por ter destruído minas terrestres.

Limpeza de minas no Sudão do Sul. Foto: ONU/JC McIlwaine

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Foi lançado esta quinta-feira, em Genebra, um relatório sobre o uso de minas terrestres em 2014. Esse tipo de explosivo é cada vez mais utilizado por grupos armados não-estatais, causando aumento das mortes.

De outubro do ano passado até outubro de 2015, grupos armados utilizaram minas antipessoais ou explosivos improvisados em pelo menos 10 países: Afeganistão, Colômbia, Líbia, Mianmar, Paquistão, Síria, Iêmen, Iraque, Tunísia e Ucrânia. Esses últimos três países não tinham registrado índices tão altos desde 2006.

Preocupação

O editor do relatório, Mark Hiznay, declarou que o uso de minas antipessoais por grupos armados não-estatais na Ucrânia e no Iêmen é muito preocupante, assim como o uso em larga escala de explosivos improvisados no Afeganistão e no Iraque.

Por outro lado, o uso de minas por governos é relativamente baixo, mas é uma prática dos governos de Mianmar, Coreia do Norte e da Síria, países que não fazem parte do tratado da ONU sobre o tema.

Vítimas

O total de vítimas no ano passado chegou a quase 3,7 mil, a maioria civis, uma média de 10 mortes por dia. Mas foi o segundo número mais baixo desde 1999, quando eram registradas 25 vítimas por dia.

Segundo o relatório, pelo menos 225 mil pessoas sobreviveram à explosão de minas nos últimos anos, mas o total pode até ser maior.

As crianças correspondem a 39% do total das vítimas civis e mulheres e meninas formaram 12%. Os países destruíram mais de 49 milhões de estoques de minas antipessoais desde 1999, sendo 530 mil no ano passado. Belarus, Grécia e Ucrânia continuam violando o tratado internacional porque falharam em completar a destruição de seus estoques.

Moçambique

O documento cita Moçambique, país de língua portuguesa que declarou em setembro estar livre de todas as minas terrestres. No ano passado, pelo menos 200 km² de áreas com minas foram limpas no mundo todo, resultando na destruição de 230 mil minas antipessoais em países como Afeganistão, Camboja e Croácia.

O relatório foi produzido pela Campanha Internacional para Banir Minas Terrestres, às vésperas de uma reunião internacional sobre o tema que começa na sede da ONU em Genebra na segunda-feira.

Os países doadores contribuíram com US$ 610 milhões para a destruição e limpeza da contaminação causada pelas minas terrestres, mas o valor foi US$ 30 milhões menor do que em 2013.

 

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