COP21: começa esta 2ª-feira encontro que vai "moldar o futuro do planeta"

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Avaliação é do secretário-geral das Nações Unidas; mais de 120 chefes de Estado e de governo confirmaram participação;  segundo Ban, é preciso um "acordo global ambicioso", que mostre "solidariedade com os pobres e vulneráveis" e "enfrente o desafio climático".

Desastres relacionados ao clima, como enchentes, estão em ascensão. Foto: Irin/Tung X. Ngo

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Começa esta segunda-feira, em Paris, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, COP21.

Governos de todo o mundo vão se reunir na capital francesa para finalizar um acordo para limitar a mudança climática e fortalecer a resiliência a suas consequências.

Futuro do Planeta

Para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, "as decisões tomadas em Paris vão moldar o futuro do planeta e da humanidade para as próximas gerações".

Por isso, ele afirmou que é preciso um "acordo global ambicioso", que mostre "solidariedade com os pobres e vulneráveis" e "enfrente o desafio climático".

Vozes

Para o chefe da ONU, a responsabilidade recai sobre os governos para que definam um acordo. No entanto, Ban apelou aos cidadãos do mundo para que lembrem aos seus líderes o que está em jogo.

Ele disse ainda que "chegou a hora" de um "forte acordo" que seja apoiado por ação.

Casa

Ban afirmou que o mundo precisa de "um futuro próspero", de energia limpa, e declarou: todos têm um papel a desempenhar.

Para o secretário-geral, "juntos, é possível construir um futuro mais saudável para as pessoas e o planeta". Segundo ele, “a mudança climática não carrega nenhum passaporte” e “emissões liberadas em qualquer lugar contribuem para o problema em todos os lugares”.

Ban disse ainda que não há um “plano B” para o combate à mudança climática, já que não existe um “planeta B”.

Brasil

Em resposta ao apelo da ONU, mais de 166 países já apresentaram planos climáticos com metas nacionais. Juntos, eles representam mais de 90% das emissões.

Na Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a presidente Dilma Rousseff apresentou as metas brasileiras. Um dos objetivos é “chegar a uma redução de 43%” nas emissões de gases que causam o efeito estufa.

Mobilização

Em artigo publicado em diversos países, inclusive no Brasil, o secretário-geral da ONU afirmou a organização está “plenamente comprometida em apoiar os países na implementação” de um acordo climático.

Ban Ki-moon destacou que, “apesar das preocupações de segurança após os ataques terroristas, mais de 120 chefes de Estado e de governo confirmaram sua participação”  no encontro em Paris.

Virada Decisiva

Em visita à sede do Programa da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma, em Nairobi, no Quênia, na última quinta-feira, o papa Francisco pediu aos líderes mundiais para fecharem um acordo forte na COP21.

Em setembro, a Marcha do Povo pelo Clima, reuniu mais de 300 mil pessoas em uma caminhada pelas ruas de Nova York. Os números são dos organizadores do evento.

Além do público em geral, participaram políticos, ativistas e celebridades, como os atores Edward Norton e Leonardo DiCaprio.

O secretário-geral também participou da marcha e estará na COP 21. Para ele, o encontro deve marcar "uma virada decisiva e irreversível na resposta coletiva mundial ao desafio climático”.

Para ele, “só por meio das Nações Unidas” é possível “responder coletivamente a esta questão global”.

Assista ao vídeo sobre a ONU e o combate à mudança climática: http://bit.ly/1MIY3jE

Acesse aqui para a cobertura completa da Rádio ONU sobre a COP 21. 

 

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 14 DE DEZEMBRO DE 2017
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