Conselho de Segurança quer diálogo político no Burundi

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Todos os partidos do país precisam se engajar em "conversações de paz"; órgão adota resolução pedindo ao governo para proteger direitos humanos e cooperar com líderes regionais.

Protestos em Bujumbura, Burundi, após a reeleição do presidente Pierre Nkurunziza. Foto: Irin/Desire Nimubona

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O Conselho de Segurança da ONU está pedindo a todos os partidos do Burundi para se engajarem em "conversas de paz". Nesta quinta-feira, o órgão adotou uma resolução pedindo ao governo do país para proteger os direitos humanos e cooperar com líderes regionais em prol do diálogo.

A recente onda de violência no país africano pode ter "consequências devastadoras" segundo o Conselho. A  crise no país teve início no começo do ano, quando o presidente Pierre Nkurunziza decidiu concorrer a um controverso terceiro turno presidencial.

Medidas

A resolução do Conselho de Segurança destaca a intenção do órgão de considerar medidas adicionais contra aqueles que contribuírem para a continuação da violência no Burundi.

Representantes da ONU alertam que 200 mil pessoas foram desalojadas pela crise e pelo menos 240 foram assassinadas recentemente. O texto da resolução também pede ao secretário-geral Ban Ki-moon para enviar uma equipe da ONU ao país, que deve desenvolver junto ao governo e à União Africana, medidas para tratar os desafios políticos e de segurança.

Atualização

Os 15 países-membros do órgão também elogiam a decisão de Ban em nomear um conselheiro especial sobre Prevenção de Conflito, que deve trabalhar por uma resolução pacífica para a crise.

O Conselho também pede ao secretário-geral que apresente, dentro de 15 dias, novas recomendações sobre a futura presença das Nações Unidas no país.

Durante as eleições de julho, a ONU manteve no Burundi uma missão para acompanhar o pleito. Na época, foi relatado que o atual presidente havia conquistado o terceiro turno, mas que o processo eleitoral não havia sido livre, inclusivo ou de confiança.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 13 DE DEZEMBRO DE 2017
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