Conselho de Segurança da ONU debate situação na Líbia

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Promotora-chefe do Tribunal Penal Internacional, Fatou Bensouda, disse que país está envolvido num ciclo de violência sem fim; representante da ONU, Bernardino León afirmou que não será possível alcançar a paz sem a participação de todas as partes.

Bernardino Leon em discurso no Conselho de Segurança. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O Conselho de Segurança da ONU debateu esta quinta-feira a situação na Líbia.

A promotora-chefe do Tribunal Penal Internacional, TPI, Fatou Bensouda, disse que o país árabe está envolvido no que parece ser um ciclo de violência sem fim.

Crimes e Instabilidade

Ela citou a ocorrência de crimes de larga escala e a instabilidade crônica da região.

Bensouda disse no pronunciamento que tudo isso "tem uma ramificação que prejudica não só o bom funcionamento das instituições públicas, mas também a questão dos direitos humanos no país".

O fracasso da lei e da ordem, causado pelo conflito e pela divisão política, resultou no aumento das violações das leis internacionais de direitos humanos e humanitária.

Ela explicou que nesse ambiente, os esforços nacionais para fortalecer a prestação de contas pelas atrocidades cometidas na Líbia e para estabelecer um Estado de direito, enfrentam grandes desafios.

Mas Bensouda disse que graças aos esforços da Missão da ONU na Líbia, Unsmil, a população poderá ver em breve um futuro mais promissor.

A chefe do TPI citou os progressos alcançados recentemente para se atingir a paz e a estabilidade no país com a criação de um governo de unidade nacional.

Negociações

O representante do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para a Líbia, Bernardino León, falou sobre o longo e complexo período de negociações entre os vários grupos do país.

Segundo León, "os líderes líbios têm agora uma oportunidade única para chegar a um acordo político e poupar o país e a população de mais mortes e destruição".

O representante da ONU deixou claro que "não haverá uma paz viável na Líbia sem o engajamento construtivo de todos os lados envolvidos no processo".

Sucesso

Para León, o "sucesso dessa negociação vai depender do apoio coletivo ao acordo".

Ele explicou que "o comando e o controle do processo de diálogo pela Líbia e o resultado das conversações representam a parte central dos esforços de mediação das Nações Unidas.

Bernardino León disse que o acordo político não serve como "remédio" para todos os problemas do país. Ele foi idealizado para criar as bases e os princípios que vão guiar a próxima fase do processo de transição.

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