Chefe da ONU lista quatro critérios para o sucesso da COP21

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Na abertura da conferência em Paris, Ban Ki-moon diz que líderes mundiais vão "escrever o roteiro de um novo futuro"; para ele, acordo deve ser dinâmico e mandar sinal claro aos mercados sobre transformação inevitável para uma economia de baixo carbono.

Secretário-geral, Ban Ki-moon, em Paris. Foto: ONU/Rick Bajornas

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Começou esta segunda-feira a Conferência da ONU sobre Mudança Climática, COP21, com o secretário-geral da organização lembrando a mais de 150 líderes mundiais que todos estão em Paris para "escrever o roteiro para um novo futuro".

Segundo Ban Ki-moon, esse futuro deve ter mais prosperidade, segurança e dignidade para todos. Ele acredita que um momento político como esse pode não aparecer de novo e destacou que o mundo nunca enfrentou um teste assim, mas também nunca encontrou uma oportunidade tão boa para a mudança.

Interesse

O chefe da ONU lembrou que uma ação climática faz parte do interesse nacional de todos os países representados na conferência.

Ban Ki-moon disse que o tempo de manipulação acabou e pediu que seja construído um regime duradouro sobre o clima, com regras claras para um caminho que todos os países concordem em seguir.

Para o secretário-geral, o mundo precisa ver que os líderes seguem para um caminho de baixas emissões, um futuro de resiliência climática e que não há caminho de volta.

Limite

Segundo Ban, mais de 180 países submeteram planos nacionais sobre o clima, que cobrem quase 100% das emissões globais de gases. Para ele, este é um bom começo, mas é preciso ir mais longe e mais rápido, porque a meta é limitar o aumento da temperatura média global a menos de 2 graus Celsius.

O chefe da ONU disse que a ciência é clara: mesmo um aumento de 2 graus na temperatura trará sérias consequências para a segurança alimentar, a água, a estabilidade econômica e a paz internacional.

Por isso é necessário um acordo universal e significativo em Paris. Para isso, Ban mencionou quatro critérios para o sucesso da COP21.

Primeiro: o acordo precisa ser duradouro, mandando um sinal claro aos mercados de que é inevitável uma transformação econômica global ligada a baixas emissões de gases que causam o efeito estufa.

Solidariedade

O segundo critério tem a ver com o dinamismo do acordo, que precisa acomodar mudanças na economia global, com um balanço entre liderança dos países desenvolvidos e maior responsabilidade das nações em desenvolvimento.

O terceiro ponto para o sucesso é um acordo que inclua solidariedade com os pobres e mais vulneráveis. O quarto critério apontado pelo secretário-geral da ONU tem a ver com credibilidade.

Para Ban Ki-moon, a ambição atual precisa ser o piso e não o teto para esforços futuros. Ele quer que todos os países concordem com metas sobre a redução das emissões que levem em conta a flexibilidade para países em desenvolvimento.

Financiamento

Sobre as nações desenvolvidas, Ban pede que cumpram a promessa de mobilizar US$ 100 bilhões por ano até 2020. E esse valor deve ser o piso dos compromissos financeiros após 2020.

Aos líderes mundiais reunidos na COP21, o chefe da ONU lembrou que não podem haver atrasos e que o mundo não pode suportar nenhuma indecisão ou "meias medidas" – a meta deve ser a transformação.

Ban Ki-moon citou investidores e empresários inovadores que já buscam uma economia amiga do clima e falou também sobre as populações que já saíram às ruas pedindo mudança.

O secretário-geral da ONU terminou seu discurso na COP21 dizendo que "a História está chamando e que os chefes de Estado precisam responder com coragem e visão".

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 12 DE DEZEMBRO DE 2017
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