Ban destaca "oportunidade diplomática para pôr fim a conflito na Síria"

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Negociações em Viena recomeçaram neste sábado; Grupo Internacional de Apoio à Síria inclui as Nações Unidas, a Liga Árabe, a União Europeia e 17 países.

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, falam a jornalistas após reunião do Conselho de Segurança sobre a situação no país. Foto: ONU/Mark Garten

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral afirmou estar encorajado com a retomada das conversas em Viena para abordar a "grave situação" na Síria.

O objetivo é chegar a um acordo político para acabar com a violência "o mais rápido possível".

Grupo Internacional de Apoio

Em nota, o Grupo Internacional de Apoio à Síria expressou, de forma unânime, um senso de urgência para acabar com o sofrimento da população síria, a destruição do país, a desestabilização da região e o aumento dos terroristas atraídos para os combates na Síria.

O grupo inclui a ONU, a Liga Árabe, a União Europeia e 17 países.

Cessar-Fogo

Os integrantes concordaram em apoiar e trabalhar na implementação de um cessar-fogo nacional na Síria para entrar em vigor assim que representantes do governo sírio e da oposição derem os primeiros passos em direção à transição, sob os auspícios da ONU e com base no Comunicado de Genebra.

Ao mesmo tempo, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança prometeram apoio a uma resolução para empoderar uma missão, endossada pela ONU, para monitorar o cessar-fogo.

A missão trabalharia em partes do país onde seus integrantes não estivessem sob ameaças de ataques de terroristas.

Terrorismo

A nota menciona que o cessar-fogo não se aplicaria a ações ofensivas ou defensivas contra grupos considerados terroristas, como o Daesh, denominação em árabe do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, e Nusra.

O Grupo Internacional de Apoio à Síria também expressou preocupação com a situação de refugiados e deslocados internos.

Eleições

Os integrantes do grupo expressaram ainda apoio a um processo, liderado pela Síria, que estabeleça em seis meses governança "credível, inclusiva e não-sectária" e um plano para a criação de uma nova constituição.

Segundo a nota, "eleições livres e justas seriam realizadas dentro de 18 meses, de acordo com a nova constituição". O grupo destaca que estas eleições devem ser realizadas com supervisão da ONU para garantir padrões internacionais de transparência e que todos os sírios, incluindo na diáspora, possam participar.

Os integrantes devem se reunir em aproximadamente um mês para revisar o progresso em direção à implementação de um cessar-fogo e o início do processo político.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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