Ban destaca cooperação, tecnologia e economia em Cimeira no Sudeste Asiático

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Na abertura da reunião de Kuala Lumpur, secretário-geral pediu trabalho conjunto para ultrapassar divisão; pronunciamento destaca passos no diálogo sobre a Península Coreana, progressos no Mianmar e preocupação com crise síria.

Ban Ki-moon disse acreditar firmemente no diálogo entre as duas Coreias. Foto: ONU/Mark Garten.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A capital da Malásia, Kuala Lumpur, acolheu este domingo a Cimeira da Associação dos Países do Sudeste Asiático, Asean, com a ONU.

Na reunião, o secretário-geral lembrou que é no continente dos países-membros do grupo onde vive mais de metade da população do mundo. Ban destacou notáveis capacidades tecnológicas e o dinamismo económico da Ásia.

Colaboração

Para Ban Ki-moon, temas transfronteiriços como alterações climáticas, extremismo violento, pobreza e situação dos migrantes só podem ser resolvidos através de “abordagens e colaboração internacionais”.

O chefe da ONU destacou haver uma conexão desses temas regionais e nacionais que também incluem tensões comunitárias, governação opressiva em vários lugares além de disputas territoriais e marítimas.

Diálogo

No pronunciamento, Ban mencionou o que considera de “sombra” lançada pelas armas nucleares, e lembrou que milhões de pessoas vivem na pobreza extrema apesar dos vários avanços.

O secretário-geral afirmou acreditar firmemente que o diálogo entre as duas Coreias lidere os esforços para promover a paz e a estabilidade na Península Coreana e prepare o caminho para uma reunificação pacífica.

Após saudar as recentes reuniões de famílias dos dois países, Ban disse esperar que ambos alarguem os seus compromissos por meio de “um diálogo sincero” para o qual prometeu não poupar esforços para apoiar.

Ban elogiou iniciativas para construir a confiança para a paz e a segurança no nordeste da Ásia, que considerou um elo perdido na cooperação regional defendida na Carta da ONU. A expectativa é que esses esforços deem frutos “para que seja aproveitado o grande potencial” do continente.

Chefe da ONU espera aproveitamento do potencial asiático. Foto: UNU/Mark Garten.

Potencial

Ban Ki-moon saudou o progresso em Mianmar, como parte de um impulso para uma maior democracia e abertura que, segundo ele, pode desencadear "o verdadeiro potencial" da Ásia.

O chefe da ONU disse que o progresso asiático é ainda mais crítico num momento em que o mundo lida com graves ameaças como a turbulência na Síria e no Médio Oriente, a crise global de refugiados e “atentados terroristas que desafiam a humanidade”.

O pedido feito pelo secretário-geral é que os países do grupo trabalhem em conjunto para superar a divisão, alcancem a visão da Agenda 2030 do Desenvolvimento Sustentável e abram caminho a uma vida digna para todos.

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