Ban destaca combate ao terrorismo com respeito a direitos humanos

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Secretário-geral está na Turquia para a reunião dos líderes dos países do G-20; chefe da ONU também pediu cooperação internacional para abordar crise de refugiados e mudança climática.

Secretário-geral, Ban Ki-moon, na reunião dos líderes do G-20, em Antália, na Turquia. Foto: ONU/ Eskinder Debebe

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que a resposta global ao terrorismo deve ser robusta, mas sempre dentro do Estado de Direito e respeitando os direitos humanos.

O chefe da ONU falou a jornalistas em Antália, na Turquia, onde começou neste domingo a reunião dos líderes dos países do G-20.

Paris

Ban reiterou suas "profundas condolências à população francesa após os bárbaros ataques terroristas em Paris, na sexta-feira".

Alertando que o terrorismo é uma ameaça a toda a humanidade, ele lembrou que apenas nos últimos quatro dias, atentados "horríveis" também mataram dezenas de pessoas em Beirute e Bagdá.

Prevenção

O secretário-geral afirmou que o terrorismo será discutido na conferência e destacou que também é preciso abordar as causas do extremismo violento.

Ban declarou que vai apresentar aos Estados-membros da ONU, em breve, um Plano de Ação de Prevenção ao Extremismo Violento.

Clima

O chefe da ONU disse que 2015 tem sido um ano "essencial" para a cooperação internacional, mencionando a adoção da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Ban também destacou que os governos vão se reunir em breve em Paris para finalizar um acordo global sobre mudança climática.

Contribuições Voluntárias Nacionais

Ele afirmou que 161 países, representando 90% das emissões globais de gases que causam o efeito estufa, já enviaram suas Contribuições Voluntárias Nacionais.

Segundo Ban, estes planos vão cortar as emissões e estão na direção certa, mas não mantém o aumento da temperatura global abaixo dos 2ºC .

O secretário-geral afirmou que a comunidade global terá de "ir além e mais rápido".

Refugiados

Falando sobre a crise de refugiados, o chefe da ONU afirmou que conta com o apoio dos líderes do G20. Ele afirmou que esta "não é apenas uma crise de números, é uma crise de solidariedade global".

Ban saudou a Turquia, Jordânia e Líbano por abrigarem 4 milhões de refugiados sírios. Ele fez um forte apelo aos países europeus lidando com a crise que não reduzam a assistência ao desenvolvimento para financiar o custo dos fluxo de refugiados.

Ele declarou que "ajudar pessoas que precisam não deveria ser um jogo de soma zero".

Ele pediu que os líderes do G-20 ouçam o crescente chamado global por um plano de recuperação para a região, "talvez comparável, em escala, com o Plano Marshall".

Síria

Ban afirmou que chegar a um acordo político na Síria deve ser uma prioridade.

O secretário-geral saudou o "renovado senso de urgência que o Grupo de Apoio Internacional à Síria está trazendo para estas ações", elogiando a liderança do secretário de Estado americano, John Kerry, do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, e de outros envolvidos nas negociações em Viena.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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