Atual El Niño é um dos mais fortes desde 1950

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Afirmação é da Organização Meteorológica Mundial, OMM; temperatura no Oceano Pacífico sobe 2 graus Celsius acima da média; secas severas e enchentes já estão sendo vistas nas regiões dos trópicos.

Imagem de satélite de um furacão. Imagem: OMM

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Meteorológica Mundial, OMM, anunciou esta segunda-feira que o atual El Niño é um dos mais fortes desde 1950. O fenômeno está contribuindo para eventos climáticos extremos e deve ficar mais forte até dezembro.

A temperatura na superfície da água do Oceano Pacífico vai subir 2 graus Celsius acima da média. Com isso, o El Niño deste ano tem força similar aos registrados em 1972, 1982 e 1997.

Força Máxima

A OMM explica que o El Niño é um fenômeno natural, resultado da interação entre o oceano e atmosfera no centro-leste do Pacífico Equatorial. Geralmente, a força máxima do evento ocorre entre outubro e janeiro.

Entre as consequências, estão secas severas e enchentes intensas nas regiões dos trópicos. O secretário-geral da OMM, Michel Jarraud, declarou que este El Niño é o mais forte dos últimos 15 anos.

Mas segundo Jarraud, o preparo para este evento está melhor do que em anos anteriores. Os países estão se protegendo de impactos nos setores da agricultura, pesca, água e saúde e implementando campanhas de manejo de risco para salvar vidas e minimizar danos.

Maior Entendimento

O chefe da OMM diz que o nível de mobilização internacional e nacional é sem precendentes, o que demonstra o valor que as informações sobre o clima tem para a sociedade.

Jarraud lembra que o entendimento científico sobre o El Niño tem crescido nos últimos anos, mas ao mesmo tempo, o planeta tem se alterado de forma dramática devido ao aumento da temperatura média.

A OMM diz que o El Niño e a mudança climática devem interagir e "um modificar o outro de forma nunca vista antes". O atual fenômeno já foi associado ao branqueamento de corais nos oceanos Índico e Pacífico e a ciclones tropicais, como o furacão Patrícia que atingiu o México em outubro.

Impactos

No sudeste da Ásia, as secas causaram incêndios florestais na Indonésia que estão entre os piores já registrados. No leste da África, as fortes chuvas devem continuar, influenciadas pelo El Niño.

Por outro lado, países do sul da África estão registrando menos chuva do que o normal, o que causa seca e gera medo de insegurança alimentar. Os dados sobre o El Niño foram apresentados pela OMM em antecipação a uma conferência internacional sobre o fenômeno.

O encontro na Universidade de Columbia, em Nova York, ocorre a partir desta terça-feira, com o objetivo de ampliar os conhecimentos científicos e ajudar a melhorar a resiliência dos países.

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