Angola: ONU-Habitat sugere solução de moradia para os musseques

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Chefe da agência no país quer autoconstrução assistida para pessoas de baixa renda nos assentamentos informais; Plano Diretor Geral Metropolitano de Luanda destaca necessidade de construir 1,4 milhão de casas na capital do país.

A capital angolana terá 12,9 milhões de habitantes em 2030. Foto: ONU/Jean Pierre Laffont

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Programa das Nações Unidas  para Reassentamentos Humanos, ONU-Habitat, sugeriu uma aposta nos musseques como “solução de habitação” a ser executada na capital angolana Luanda.

Falando à Rádio ONU da maior cidade do país, o representante da agência em Angola disse que um dos passos positivos das autoridades angolanas é a menção do tipo de assentamentos informais no plano habitacional publicado há dias.

Milhões de Casas

As declarações feitas esta segunda-feira por Thomaz Ramalho, seguiram-se à apresentação do Plano Diretor Geral Metropolitano de Luanda pelas autoridades locais. O projeto prevê a necessidade de edificar 1,4 milhão de casas.

“O mercado habitacional por muito tempo se focou no público de média e alta rendas. Agora, ele vai ter que mudar um pouco o foco para tentar atender o público de mais baixa renda. Há um público ainda invisível para os programas habitacionais, que são aqueles que muito pouca capacidade de poupança e são os habitantes de musseques. O que agente costuma dizer é que pode-se abrir um componente muito maior do que foi feito, a componente da autoconstrução assistida e também na própria requalificação e reurbanizacão dos musseques.”

As estimativas oficiais destacam que a capital angolana terá 12,9 milhões de habitantes em 2030. O novo projeto, a ser implementado a partir de 2016, pretende construir 13 hospitais e 1,5 mil escolas.

Experiências

“Uma coisa muito interessante seria o governo também começar a apostar em mussekes não só como um problema habitacional. Eles são também uma solução, porque reorganizar os musseques pode ser uma boa estratégia com bases nas experiências internacionais que a gente tem para a questão habitacional.”

Ramalho realçou a importância estratégica de Angola para a ONU-Habitat pelo programa de habitação permanente nos últimos sete anos com foco na agenda de desenvolvimento nacional.

Em outubro, a agência da ONU instalou o seu escritório no país, que vai integrar o Conselho Diretivo da ONU-Habitat no período 2016-2019.

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