Acordo entre israelenses e palestinos pode ajudar a combater terrorismo

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Declaração foi feita pelo coordenador especial da ONU sobre o Processo de Paz do Oriente Médio;  Nickolay Mladenov fez referência aos atentados em Paris, em Beirute e no Sinai.

Nickolay Mladenov. Foto: ONU/Devra Berkowitz

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O coordenador especial da ONU sobre o Processo de Paz do Oriente Médio, Nickolay Mladenov afirmou que um acordo entre israelenses e palestinos pode ajudar a combater o terrorismo.

Mladenov fez referência aos atentados recentes em Paris, Beirute e Sinai.

Oriente Médio

Em pronunciamento no Conselho de Segurança, por videoconferência, ele disse que "esses eventos trágicos servem para reforçar a realidade de que o extremismo e o terrorismo que infectaram várias partes do Oriente Médio não são contidos por fronteiras".

Mladenov explicou que os ataques "podem ocorrem em qualquer lugar e a qualquer momento. Eles representam uma grave ameaça à paz e à segurança internacionais".

Ameaça Global

Segundo o coordenador da ONU, não é possível separar o conflito entre israelenses e palestinos dessa ameaça global.

Para ele, "estabelecer um Estado palestino ao mesmo tempo em que se discute as preocupações de segurança de Israel pode gerar grandes dividendos não só para os dois lados, mas para toda a região".

Violência

Em referência à recente escalada da violência em Israel e na Cisjordânia, ele mencionou que no último mês 35 ataques foram relatados, incluindo esfaqueamentos, ou tentativas, tiroteios e atropelamentos de palestinos contra israelenses.

Os incidentes deixaram seis israelenses mortos e 36 feridos, enquanto 25 palestinos suspeitos pelos ataques foram mortos.

Locais Sagrados

Mladenov pediu a todos os lados que implementem medidas para pôr fim à violência, incluindo "ações imediatas por todos os líderes políticos, religiosos e comunitários para acabar com incitamentos de ódio que glorifiquem o assassinato de judeus ou classifiquem todos os palestinos como terroristas".

Ele também defendeu que seja mantido o status-quo de Haram al Sharif, ou Monte do Templo, local sagrado em Jerusalém.

Para o coordenador especial, também é preciso que Israel aborde a "aparente impunidade" sobre a violência de colonos a palestinos.

*Apresentação: Laura Gelbert.

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