Unmiss pede libertação de trabalhadores que continuam reféns no Sudão do Sul

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Trata-se de contratados que transportavam combustível num barco no estado do Alto Nilo; rebeldes soltaram 18 funcionários uniformizados raptados na segunda-feira; missão adverte que prática pode ser considerada crime de guerra.

O pessoal uniformizado foi libertado na quinta-feira, após um diálogo com líderes da oposição. Foto: ONU/Staton Winter

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul, Unmiss, pediu esta sexta-feira ao líder e aos comandantes dos rebeldes do  Splm/A que “libertem sem demora” todos os raptados enquanto trabalhavam para a operação de paz.

Na segunda-feira, 18 funcionários uniformizados e 12 contratados pela Unmiss foram mandados parar por cerca de 100 elementos da oposição.

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O grupo de funcionários transportava combustível num barco no estado do Alto Nilo, num carregamento que partia da área de Malakal para a base da missão no condado de Renk.

A declaração apresentada em Juba revela que o pessoal uniformizado foi libertado na quinta-feira, após um diálogo com líderes da oposição ao mais alto nível.

Entretanto, a representante especial do secretário-geral no Sudão do Sul, Ellen Margrethe Løj, revela que o pessoal que prestava serviços durante a atividade ainda não foi solto.

Tomada de Reféns

A nota apresentada pela sua porta-voz, na capital sul-sudanesa Juba, condena com veemência a tomada dos reféns e dos bens que ocorreu no condado de Manyo.

Ariane Cut 01

Ao ler o documento aos jornalistas, Ariane Quentier frisou o posicionamento  que “refuta vigorosamente” os relatos postos a circular pelos media a sugerir que a embarcação “estaria a transportar armas de qualquer tipo”.

A declaração enfatiza que toda a carga de combustível era para “reabastecer a base da Unmiss em Renk e não para o uso da oposição”.

Crime de Guerra

A nota destaca que tomar o pessoal Unmiss como refém é equivalente a um ataque contra a ONU e sublinha que tais “ataques contra as forças de paz das Nações Unidas e outro pessoal podem ser considerados crime de guerra”.

Durante o encontro, a Unmiss lembrou os princípios de imparcialidade e neutralidade da organização quando executa as suas operações de paz no terreno.

*Apresentação: Alexandre Soares.

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