Unctad diz que frota comercial marítima teve menor crescimento da década

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Relatório da agência da ONU mostrou que no início de 2015 o número total de navios era de quase 90 mil e a capacidade de carga de 1,7 milhão de toneladas; documento afirma que importações superaram exportações por via marítima nos países em desenvolvimento.

Relatório Revisão do Transporte Marítimo 2015 da Unctad. Foto: Unctad

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, afirmou que a frota comercial marítima mundial teve um crescimento de apenas 3,5% entre janeiro de 2014 e janeiro deste ano.

O relatório Revisão do Transporte Marítimo 2015 da Unctad revela que este foi o pior resultado já registrado em mais de uma década.

Grécia

Segundo o documento, no início deste ano o número total de navios era de 89.464 e a capacidade de carga chegou a 1,7 milhão de toneladas.

Os especialistas disseram que apesar da crise econômica, a Grécia continua liderando a lista de países donos de navios, seguida pelo Japão, China, Alemanha e Cingapura.

Juntos, os cinco países com mais navios controlam mais da metade da carga transportada no mundo. As principais empresas donas de cargueiros estão na Ásia, Europa e Estados Unidos.

Brasil

Na América Latina, o Brasil continua sendo o líder no setor, seguido pelo México, Chile e Argentina.

O relatório da Unctad mostrou também que pela primeira vez, as importações marítimas superaram as exportações nos países em desenvolvimento em 2014.

A parcela de produtos importados nessas nações passou de 18% em 1970 para 61% no ano passado. Segundo o documento, a Ásia domina o embarque e o desembarque de cargas, seguida pela região das Américas, Europa, Oceania e África.

Minério de Ferro

Os produtos mais transportados pelos navios cargueiros são minério de ferro, grãos, bauxita e alumínio, rocha fosfática e também o petróleo.

O relatório mostra que os países africanos são os que pagam os preços mais altos pelo transporte internacional.

O continente pagou uma taxa de 11,4% do valor das importações enquanto a média global é de 9%. No caso dos países desenvolvidos, o índice é de 6,8%.

A Unctad explica que muitos países africanos não têm acesso ao mar e por isso, dependem não só de suas agências de fronteiras mas também das dos países de trânsito.

Os custos operacionais dos navios são os mesmos de uma forma geral, dependendo apenas do tamanho ou de quando a embarcação foi fabricada.

O relatório diz que rotas pequenas ou realizadas em navios antigos, como as feitas para conectar os países africanos, têm um custo operacional muito mais alto.

O documento cita ainda problemas como pequenos mercados, oligopólios que fazem os preços aumentarem e infraestrutura precária.

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