Serra Leoa não registrou nenhum caso de ebola durante um mês

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Guiné é o único país que teve quatro novos pacientes com o vírus nos últimos 21 dias; estudo preliminar mostra que o ebola pode persistir no sêmen de sobreviventes por pelo menos nove meses.

Centro de Tratamento na Serra Leoa. Foto: Unmeer/S.Ruf.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, Serra Leoa já está há quatro semanas sem registrar nenhum caso de ebola. Mas duas pessoas no país que tiveram contato com pacientes não deram prosseguimento à quarentena, por isso a vigilância precisa continuar.

O balanço divulgado pela agência da ONU destaca ainda que essa é a segunda semana consecutiva sem nenhuma nova infecção por ebola. O último país a registrar casos foi a Guiné, que teve quatro pacientes entre 21 e 27 de setembro.

Estudo

A OMS também divulgou os resultados de um estudo preliminar sobre a resistência do vírus. Foi descoberto que o ebola pode sobreviver no sêmen de antigos pacientes por pelo menos nove meses.

O relatório foi publicado no New England Journal of Medicine e fornece os primeiros resultados de um estudo de longo-prazo feito em parceria com o Ministério da Saúde de Serra Leoa, a OMS e o Centro para Controle de Doenças dos Estados Unidos.

Recuperação

Essa primeira fase do estudo focou em testar o ebola no sêmen porque outras pesquisas mostraram resistência do vírus a fluidos corporais. A OMS explica que entender a persistência viral no sêmen é importante para o processo de recuperação dos sobreviventes.

Para o diretor da OMS sobre Resposta ao Ebola, os resultados da pesquisa chegam num momento importante, porque enquanto o número de casos diminui, os sobreviventes e suas famílias continuam lutando contra os efeitos da doença.

Bruce Aylward destaca que os sobreviventes precisam de apoio pelos próximos seis meses a um ano  para garantir que suas parceiras não sejam expostas ao vírus.

Preservativos

Para a pesquisa, foram colhidas amostras de 93 homens maiores de 18 anos que vivem na capital de Serra Leoa, Freetown. Eles foram testados entre dois e 10 meses após serem confirmados com a doença.

Para os testados nos primeiros três meses após o ebola, a presença do vírus no sêmen foi positiva em 100% dos casos. Já 65% dos voluntários testados entre quatro a seis meses tiveram resultado positivo. O índice caiu para 26% entre os homens avaliados entre seis a nove meses após o ebola. Todos receberam aconselhamento e preservativos.

Mais de 8 mil homens em Guiné, Libéria e Serra Leoa precisam de dicas educacionais, aconselhamento e fazer testes regulares para saber se o vírus continua no sêmen.

Quase 25 mil pessoas foram infectadas pelo ebola e mais de 11,2 mil morreram, segundo a Organização Mundial da Saúde.

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