Região Ásia-Pacífico é a mais propensa a desastres no mundo

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Afirmação consta do relatório da Comissão Econômica e Social das Nações Unidas para a região, Escap; na última década foram registrados mais de 1,6 mil desastres naturais na área, representando 40% do total global.

Relatório da Escap revela que a região da Ásia-Pacífico é a mais propensa a desastres naturais. Foto: Ocha

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

A Comissão Econômica e Social das Nações Unidas para a Ásia-Pacífico, Escap, alertou que a região é a mais propensa a desastres naturais no mundo.

Segundo o relatório "Desastres Ásia-Pacífico 2015", divulgado esta terça-feira, a região registrou mais de 1,6 mil desastres naturais na última década, o que representa 40% do total global.

Grave Preocupação

O documento, cujo título é: "Desastres sem fronteiras: resiliência regional para o desenvolvimento sustentável" diz que quase 1,4 bilhão de pessoas foram afetadas por esse problema, 80% dos atingidos em todo o mundo".

A secretária-executiva da Escap, Shamshad Akthar, disse que "é de uma grave preocupação o fato de os desastres estarem se tornando mais frequentes, maiores e mais intensos".

Ela afirmou que a maioria dos desastres na região atravessa fronteiras, como foi o caso do terremoto na região dos Alpes do Himalaia, nesta segunda-feira, que atingiu o Afeganistão, o Paquistão, a Índia e o Tadjiquistão.

Plano

O relatório apresenta um plano para integrar a redução do risco de desastre ao programa de desenvolvimento sustentável com políticas e orçamentos definidos.

Os especialistas citam que apesar de todas as áreas poderem ser afetadas por terremotos, enchentes e ciclones, é importante considerar como deixar essas regiões resilientes a desastres naturais.

A Escap diz que a região da Ásia-Pacífico sofreu danos econômicos de mais de US$ 500 bilhões nos últimos 10 anos. Isso corresponde a quase metade dos prejuízos mundiais.

O relatório mostra ainda que os riscos existentes na região aumentam e outros surgem por causa do rápido avanço econômico, do crescimento da população e de novas cidades e do impacto subsequente disso no meio ambiente.

Cooperação

A chefe da Escap declarou que somente trabalhando junto e num espírito de cooperação a região da Ásia-Pacífico poderá se tornar realmente resiliente a desastres naturais.

O documento lembra também que apesar do investimento na redução do risco de desastres ser comprovadamente uma boa medida, ignorar outros fatores de risco, como a seca, por exemplo, pode colocar em perigo a população, as infraestruturas e as economias.

O relatório cita ainda a importância da implementação de um sistema de alerta precoce e de mapas mostrando rotas de saída da região. O objetivo é fornecer a informação correta, na hora certa, para a população local.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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