Poluentes do clima contribuem para 7 milhões de mortes por ano

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Organização Mundial da Saúde fala sobre urgência em reduzir emissões dos gases metano; carbônico e do carvão negro; além de piorarem o aquecimento global, esses poluentes prejudicam a saúde; OMS propõe medidas aos governos.

Até 2030, os países devem reduzir o número de mortes e de doenças causadas por químicos e poluentes do ar, do solo e da água. Foto: Banco Mundial/Tran Thi Hoa

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

A Organização Mundial da Saúde, OMS, alertou que é preciso com urgência reduzir as emissões de dióxido de carbono, de carvão negro, do gás metano e outros poluentes, que contribuem para o aquecimento global e causam mortes.

Um relatório divulgado pela agência esta quinta-feira destaca que esses gases contribuem para mais de 7 milhões de mortes prematuras por ano, devido a problemas de saúde ligados à poluição do ar.

Ações

Mas intervenções dos governos podem reverter o quadro. Pela primeira vez, a OMS está recomendando ações aos Ministérios de Saúde e Meio Ambiente e a governos federais e locais, que levem à redução das emissões desses gases.

A OMS confirma que já estão disponíveis 20 ações para mitigar os efeitos dos poluentes do clima. De Genebra, o coordenador de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, Carlos Dora, explicou que uma das medidas pode até aumentar a atividade física da população.

Atividade Física

"Uma grande estratégia é a questão da mobilidade urbana, que é feita através de transporte público de boa qualidade e de espaço protegido para pedestres e ciclistas. Se a gente tem transporte público de boa qualidade e espaço para andar de forma segura de bicicleta ou a pé, as pessoas podem muito mais usar esse tipo de meio de transporte nas cidades e deixar de usar ônibus ou carros movidos a diesel."

Segundo Carlos Dora, outras intervenções são mais complexas, porém necessárias. Uma é reduzir as emissões de gases dos veículos, estipulando padrões mais altos de eficiência e assim, diminuindo a liberação de gás carbônico e outros poluentes.

Cozinha

Com isso, a qualidade do ar também melhora e diminuem os casos de doenças respiratórias.

A OMS lembra também de 2,8 bilhões de pessoas de baixa-renda que dependem de carvão negro para cozinhar e se aquecerem, aumentando as chances de doenças respiratórias. Nestes casos, é preciso fornecer alternativas, como  combustíveis mais limpos e fogões mais eficientes.

Agenda 2030

Para as populações de rendas alta e média, a OMS indica o aumento do consumo de vegetais, para reduzir os riscos de doenças do coração e de câncer, e diminuir as emissões do gás metano, associado a alimentos de base animal.

A agência da ONU calcula que essas medidas podem prevenir em média 3,5 milhões de mortes prematuras por ano até 2030 e salvar até 5 milhões de vidas até 2050.

A OMS lembra que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável têm uma meta específica sobre saúde global: até 2030, os países devem reduzir o número de mortes e de doenças causadas por químicos e poluentes do ar, do solo e da água.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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