Países da rota migratória dos Balcãs chegam a acordo sobre refugiados

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Líderes se reuniram neste domingo em Bruxelas; serão criados 100 mil locais para migrantes e refugiados; alto comissário da ONU para Refugiados, António Guterres, esteve presente e declarou “ser vital que a União Europeia permaneça um continente de asilo”

António Guterres afirmou que “é absolutamente vital que a União Europeia permaneça um continente de asilo”. Foto: ONU/Mark Garten

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York. 

Líderes dos países na rota migratória dos Balcãs ocidentais concordaram, na noite de domingo, em criar 100 mil locais para migrantes e refugiados na região e na Grécia, fortalecer o controle de fronteiras e o registro das pessoas.

Em um plano de ação de 17 pontos, eles também concordaram em aumentar as capacidades para “fornecer abrigo temporário, comida, cuidados de saúde, água e saneamento para todos que precisam”.

Grécia

A Grécia se comprometeu a criar 30 mil novos locais para migrantes antes do fim do ano com o Alto Comissariado para Refugiados, Acnur, fornecendo mais 20 mil.

A Comissão Europeia afirmou que apenas “uma abordagem coletiva, transfronteiriça, baseada em cooperação, pode ser bem sucedida” no caso dos desafios enfrentados atualmente ao longo da rota de migração dos Balcãs Ocidentais.

O órgão afirmou que a questão não será resolvida através de “ações nacionais”. Neste domingo, líderes da região se reuniram em Bruxelas e concordaram em melhorar a cooperação e aumentar consultas entre os países ao longo da rota.

Medidas Operacionais

No encontro estiveram representantes da Albânia, Alemanha, Áustria, Bulgária, Croácia, Eslovênia, Grécia, Hungria, Macedônia, Romênia e Sérvia.

Eles concordaram em “medidas operacionais pragmáticas que podem ser implementadas a partir de segunda-feira para enfrentar a crise de refugiados na região".

Entre as medidas operacionais acordadas estão a permanente troca de informação, o apoio a refugiados, fornecimento de abrigo e a gestão conjunta dos fluxos migratórios.

Tragédia Humanitária

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Junker, afirmou que “os refugiados precisam ser tratados de uma forma humana ao longo da rota dos Balcãs Ocidentais para evitar uma tragédia humanitária na Europa”.

Ele ficou satisfeito com o acordo conjunto de “medidas pragmáticas e operacionais para garantir que as pessoas não sejam deixadas sozinhas para se defender da chuva e do frio”.

Solidariedade

O chefe do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, António Guterres, afirmou que “é absolutamente vital que a União Europeia permaneça um continente de asilo”.

O alto comissário declarou que a sustentabilidade da proteção europeia a refugiados só é possível se for um projeto de “todos os países do bloco, de solidariedade”.

Ele disse ainda que “para esta solidariedade se materializar, o realojamento de refugiados entre os países europeus é um dever”. No entanto Guturres afirmou que a agência sempre disse que para o realojamento ser possível, deve ser criada uma capacidade de recepção adequada”.

Para o alto comissário, “o consenso alcançado foi extremamente importante e o o Acnur estará plenamente comprometido a apoiá-lo”.

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