ONU saúda Quarteto de Diálogo Nacional da Tunísia pelo Prémio Nobel da Paz

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Secretário-geral disse que exemplo da aliança é uma inspiração para a região e para o mundo; Ban Ki-moon afirmou que progresso sustentável requer um processo inclusivo.

O prémio distingue o trabalho da aliança na transição para a democracia. Imagem: Escritório de Direitos Humanos na Tunísia.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

As Nações Unidas saudaram esta sexta-feira ao Quarteto de Diálogo Nacional da Tunísia pela atribuição do Prémio Nobel da Paz de 2015.

Em nota, o secretário-geral Ban Ki-moon felicita aos membros da aliança composta pela União Geral dos Trabalhadores da Tunísia, a Confederação da Indústria, Comércio e Artesanato, a Liga dos Direitos Humanos da Tunísia e a Ordem dos Advogados da Tunísia.

Sacrifícios

O chefe da ONU parabenizou em “sentido mais amplo ao povo tunisino”, ao frisar que a distinção pertence a todos os que deram origem à Primavera Árabe e que “se esforçam para salvaguardar os sacrifícios de muitos”.

O vencedor do prémio foi anunciado, em Oslo, pela presidente do Comité Nobel norueguês Kaci Kullman Five.

Democracia Pluralista

A representante disse que o Quarteto era reconhecido pela contribuição decisiva na construção de uma democracia pluralista na Tunísia, na sequência da Revolução do Jasmim de 2011.

Após o anúncio, Ban afirmou que a homenagem destaca, sobretudo, que um progresso sustentável requer um processo inclusivo.

Esperanças

Para o chefe da ONU, a Primavera Árabe começou com grandes esperanças que logo foram substituídas por sérias dúvidas.  Mas o secretário-geral frisou que a Tunísia conseguiu evitar a “deceção e o desfazer das esperanças como ocorreu tragicamente em outros lugares”.

Ban disse que como líderes da sociedade civil, os membros do Quarteto de Diálogo Nacional Tunisino ajudaram a conduzir a mudança exigida pelo povo que tem sido essencial para a estabilidade, a integridade e a busca da justiça no país.

Ele disse que o Quarteto de Diálogo Nacional Tunisino dá esperanças de que os desafios políticos sérios podem ser superados através do diálogo e da política consensual. O seu exemplo é uma inspiração para a região e para o mundo.

Pluralismo

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, Unesco, disse que o prémio é um tributo e um apelo às forças da sociedade civil empenhadas na luta pela democracia, pelo pluralismo e pelo Estado de direito.

Irina Bokova disse que é quando esses princípios são atacados que devem ser reiterados de uma forma mais enérgica através do diálogo social, da mobilização da juventude e sem diferenças de sexo, origem ou fé.

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