ONU alerta para deterioração da segurança alimentar no sul de Madagáscar

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Segundo avaliação da FAO, do PMA, e do governo do país, 46% da população de oito regiões da ilha foram afetadas; cerca de 450 mil pessoas estão em situação crónica.

Muitos domicílios estão a retirar as crianças das escolas. Foto: Yosef Hadar/Banco Mundial

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Agências das Nações Unidas alertaram que 46% da população de Madagáscar enfrentam insegurança alimentar. São cerca de 1,9 milhões de pessoas que vivem em oito regiões.

De acordo com uma avaliação do governo do país, 450 mil delas estão em situação crónica.

Região Sul

O estudo defende que os índices mais altos de insegurança alimentar foram encontrados nas regiões afetadas pela seca no sul da ilha.

A pesquisa envolveu a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, e o Programa Mundial de Alimentação, PMA.

Em Androy, Anosy e Atsimo Andrefana, 380 mil pessoas foram gravemente afetadas, no que representa 30% da população.

Seca

Em comunicado à imprensa, o representante da FAO no país, Patrice Talla Takoukam, afirmou que a "situação atual requer ação real de diversos atores para ajudar as pessoas vulneráveis a recuperar-se e evitar a deterioração da situação de segurança alimentar".

As agências da ONU informaram que uma queda significativa na produção de alimentos nas últimas três temporadas agrícolas, por causa da escassez de chuvas, causou a insegurança alimentar na região.

Resiliência

Estas também relataram que muitos domicílios estão a recorrer a estratégias negativas para enfrentar a situação. Entre elas, a venda de bens, a redução do número de refeições diárias, a retirada das crianças das escolas e o consumo de alimentos selvagens, como o fruto do cacto.

O diretor do PMA no país, Willem Van Milink, afirmou que quando os domicílios adotam essas estratégias, sua "resiliência a choques" cai.

Desenvolvimento Sustentável

O representante afirmou que a assistência contínua é essencial, "não apenas para comunidades terem um consumo alimentar adequado durante o período de escassez, mas também para que possam recuperar seus meios de subsistência e aumentar sua resiliência a choques".

As agências da ONU anunciaram ainda diversos programas no país. Estes têm como objetivo de eliminar a fome, melhorar a nutrição, promover a agricultura sustentável, a contribuir para alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 2 da recém adotada Agenda 2030.

 

 

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