OMS e Unaids lançam novos padrões para melhorar cuidados a adolescentes

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Jovem ri durante sessão de esclarecimento sobre HIV em centro para jovens em Moundou, no Chade. Imagem: UNICEF/P. Esteve

Objetivo é ajudar os países a melhorar a qualidade do cuidado de saúde ao grupo; Aids ainda é a principal causa de morte de adolescentes na África e a segunda globalmente.

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, e o Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/Aids, Unaids, lançaram novos Padrões Globais para serviços de saúde de qualidade para adolescentes.

O objetivo do documento é ajudar os países a melhorar a qualidade do cuidado de saúde para o grupo de pessoas com idades entre 10 e 19 anos.

Falta de Acesso

Segundo a OMS, muitos adolescentes que sofrem de distúrbios mentais, uso de substâncias, desnutrição, ferimentos intencionais e doenças crônicas não têm acesso a serviços essenciais de prevenção e cuidado.

Amigáveis

A Rádio ONU conversou com a diretora do Departamento de Direitos Humanos, Gênero e Mobilização Comunitária do Unaids, Mariângela Simão. De Genebra, ela falou sobre as novas diretrizes.

"Uma orientação mais clara para os serviços de saúde, para os Ministérios da Saúde, em como tornar os serviços que são prestados para adolescentes, que é essa fase difícil da vida de todo mundo, das famílias, dos pais e dos próprios adolescentes, como tornas esses serviços mais amigáveis para os adolescentes, fazer com que esses serviços escutem melhor as necessidades dos adolescentes, visto do ponto de vista do adolescente e de modo que no final de contas, a gente possa ter melhores resultados de saúde."

Aids

A especialista também falou especificamente sobre o tratamento da Aids.

"Tem dados que mostram que a cada hora, 30 adolescentes se infectam com HIV globalmente, principalmente na região da África Subsaariana. E Aids ainda é a principal causa de morte de adolescentes na África e a segunda causa globalmente. Os serviços devem entender melhor as questões de discriminação. Quando um adolescente, por exemplo, que é sexualmente ativo procura um serviço, a forma como ele ou ela é tratado pelo serviço, de forma que haja menos discriminação ou menos julgamento moral sobre o comportamento do adolescente."

O diretor de saúde materna, infantil e de adolescentes da OMS, Anthony Costello, afirmou que "estes novos padrões fornecem medidas simples, mas poderosas, que os países, tanto ricos quanto pobres, podem tomar imediatamente para melhorar a saúde e bem-estar" deste grupo.

Ele destacou que as novas diretrizes refletem o enfoque mais forte dado a adolescentes na nova Estratégia Global para Saúde de Mulheres, Crianças e Adolescentes, lançada em Nova York em setembro.

Discriminação

A OMS e o Unaids também destacam a importância de adolescentes terem acesso a serviços sem necessariamente precisar marcar ou ter consentimento dos pais, com a segurança de que qualquer consulta é confidencial e certos de que não vão sofrer discriminação.

Os Padrões Globais fazem um pedido por um pacote abrangente de informação, aconselhamento, diagnóstico, tratamento e serviços que vão além do foco tradicional em saúde sexual e reprodutiva.

De acordo com o website sobre saúde de adolescentes no mundo, publicado pela OMS em maio de 2014, entre as principais causas de morte desde grupo estão acidentes de trânsito, HIV/Aids e suicídio. A depressão é a primeira causa de doença ou invalidez.

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