África: OIM cita crescimento "sem precedentes" da população urbana

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Relatório defende que atual população urbana global de 3,9 mil milhões deve crescer para cerca de 6,4 mil milhões até 2050; migração seria motor de "grande parte do aumento na urbanização", a tornar as cidades mais diversas.

O documento afirma que alguns decisores políticos não reconhecem a "complexidade de movimentos populacionais".Imagem: OIM

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, lançou o Relatório Mundial sobre Migração 2015 intitulado "Migrantes e Cidades: Novas Parcerias para Gerir a Mobilidade".

De acordo com a publicação, mais de 54% das pessoas em todo o mundo viviam em áreas urbanas em 2014. A população urbana atual de 3,9 mil milhões deve crescer para cerca de 6,4 mil milhões, ou 66% da população, até 2050.

Planeamento e Desenvolvimento

O padrão deste crescimento deve variar, mas espera-se que quase 90% ocorra em África e na Ásia.

O documento afirma ainda que a "migração é motor de muito deste aumento na urbanização, tornando as cidades locais muito mais diversos".

Segundo a publicação "a mobilidade urbana contribui para esta transição global e a forma como as cidades e países gerem esta transição é crucial para o seu futuro".

A migração e como ela é governada está, portanto, na linha de frente do planeamento urbano e do desenvolvimento sustentável.

África

Apesar de África não ser a região de urbanização mais rápida do mundo, a sua população urbana "tem crescido em índice histórico sem precedente há décadas".

Em 1960, Joanesburgo era a única cidade na África Subsaariana com uma população de mais de um milhão; em 1970, mais três, Cidade do Cabo, Kinshasa e Lagos.

Já em 2010, segundo o Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos, UN-Habitat, havia 33.

Novos Destinos

Segundo o relatório, "a geografia dos fluxos migratórios está a mudar em conformidade com mudanças na economia global" e enquanto "novos destinos emergem globalmente".

Uma gama muito mais ampla de cidades em todo o mundo tornou-se destino para migrantes.

Além dos fluxos tradicionais do sul global para economias desenvolvidas na Europa e América do Norte, estes, por exemplo, estão cada vez mais atraídos a países com alto crescimento económico no leste da Ásia, Brasil, sul da África e oeste da Índia.

Sul-Sul

De acordo com o documento, movimentos populacionais entre países de rendas média e baixa, conhecido como migração Sul-Sul, ganharam importância. Países em desenvolvimento tornaram-se tanto locais de imigração como emigração.

A China, por exemplo, é um país que recebe imigrantes da Nigéria enquanto, ao mesmo tempo, é uma nação de emigrantes ao Oriente Médio.

Pobreza

Apesar da forte relação entre urbanização e crescimento económico, a maioria dos governos, especialmente em países de rendas média e baixa em África e na Ásia, havia políticas para reduzir a migração de áreas rurais para urbanas.

Estes decisores políticos tendem a assumir que a maioria dos migrantes "transfere" sua pobreza a contextos urbanos.

No entanto, o documento da OIM afirma que isto não reconhece a "complexidade de tais movimentos populacionais".

O relatório destaca ainda que "migrantes não são um grupo homogéneo" e que "há pouca evidência que sugira que a migração aumente a pobreza urbana".

 

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