Ocha: 100 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária no mundo

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Chefe da agência da ONU afirmou que se esses civis formassem um país, seria o 12º maior do mundo; Stephen O'Brien fez a declaração na abertura das Consultas Globais para a Conferência Humanitária Mundial que vai ocorrer em 2016.

O'Brien disse que o número de civis que necessitam de assistência continua aumentando. Foto: ONU/Mark Garten

Edgard Júnior, da Rádio ONU em Nova York.

O chefe do Escritório das Nações Unidas de Assistência Humanitária, Stephen O'Brien, afirmou que o mundo atravessa hoje um período de "imensa necessidade de ajuda humanitária".

Em pronunciamento na abertura das Consultas Globais para a Conferência Humanitária Mundial, que será realizada em 2016, ele afirmou que "somente neste ano mais de 100 milhões de pessoas precisam de assistência e proteção".

O'Brien disse que se esses civis formassem um país, ele seria o 12º maior do mundo.

Segundo o chefe do Ocha, "diariamente milhares de homens e mulheres dedicam suas vidas a ajudar pessoas e comunidades a lidar e a se recuperar dos impactos causados por guerras, desastres, deslocamentos, fome e doenças.

Ele explicou que a ação humanitária está alcançando mais pessoas e em mais regiões do que no passado.

Apesar disso, O'Brien disse que o número de civis que necessitam de assistência continua aumentando.

A escala e o custo para atender essas necessidades humanitárias ultrapassam a capacidade de resposta da agência, mesmo agora quando os países estão doando mais dinheiro para as operações.

O chefe do Ocha afirmou que "secas, tempestades e eventos climáticos extremos estão afetando milhões de pessoas". Em alguns países, quase 70% da população está sofrendo com os efeitos do clima.

O'Brien declarou que "além do custo humano dos desastres naturais, as perdas econômicas chegam a US$ 300 bilhões por ano, o equivalente a mais de R$ 1,1 trilhão, e esse valor deve aumentar".

Ele alertou que se a comunidade internacional não agir agora, o futuro será bem pior.

O chefe do Ocha explicou que com o aumento da população, da extrema pobreza, da desigualdade e de um desenvolvimento urbano desorganizado, mais pessoas vão correr risco de desastres naturais.

O'Brien disse ainda que mais de 60 milhões de pessoas no mundo foram forçadas a abandonar suas casas por causa da violência ou perseguição, metade delas são crianças.

Segundo ele, somente três conflitos, Síria, Iraque e Sudão do Sul, são responsáveis por mais de 25% dos deslocamentos mundiais.

O Banco Mundial calcula que 1,5 bilhão de pessoas vivem em regiões de conflito e o custo para a economia global chega a US$ 14,3 trilhões por ano.

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