Na Bolívia, Ban declara que situação dos povos indígenas é inaceitável

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Secretário-geral da ONU participou da Conferência Mundial dos Povos sobre Mudança Climática e citou acesso inadequado dos indígenas à educação, ao saneamento e à habitação; ele quer acordo climático "robusto".

Ban Ki-moon foi recebido pelo presidente Evo Morales ao chegar em Cochabamba. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York. 

O secretário-geral da ONU está na Bolívia e participou, na noite de sábado, da Conferência Mundial dos Povos sobre Mudança Climática. Em Cochabamba, Ban Ki-moon afirmou que na busca por soluções para conter a mudança climática, muito se pode aprender com os povos indígenas.

Para o chefe da ONU, a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável deve respeitar os direitos dos povos indígenas, que enfrentam muitos desafios em relação ao seu bem-estar.

Problemas

Ban citou alguns desafios: acesso inadequado à educação, ao saneamento, à habitação, falta de cuidados pré-natal e violência contra mulheres. E muitas vezes, os povos nativos sequer são consultados em projetos que afetam seus territórios e meio ambiente.

Para o secretário-geral da ONU, essa situação é "inaceitável" e por isso ele pediu aos países para que implementem as metas da nova agenda global levando em consideração as necessidades dos povos nativos.

Natureza

Na Bolívia, Ban falou também sobre o conceito de "viver bem", ou seja, vivendo em solidariedade com as pessoas e em harmonia com a Mãe Natureza, respeitando e protegendo o planeta.

O chefe da ONU afirmou que cuidar da Mãe Natureza é uma questão moral, principalmente quando se trata de combater a mudança climática. Ban Ki-moon voltou a dizer que não existe "plano B porque não existe um planeta B".

Ele lembrou que em dezembro, os líderes mundiais estarão reunidos em Paris para finalizar um acordo sobre a mudança climática. Ban afirma que esse acordo precisa ser "ambicioso e envolver todas as nações".

Efeitos

O secretário-geral citou como exemplo a montanha Tunari, em Cochabamba, que costuma ter neve durante o ano todo e agora só fica encoberta com neve algumas vezes por ano.

Os efeitos do aumento da temperatura média do planeta também são aparentes no mundo todo, com secas, incêndios, enchentes, deslizamentos de terra, derretimento de geleiras e acidificação dos oceanos. Na Bolívia, Ban alertou que a Mãe Natureza está "dando um alerta".

Financiamento

Por isso, o secretário-geral quer que em Paris seja assinado um "acordo global robusto, com todos os países se comprometendo a diminuir as emissões de gases de efeito estufa".

Ban Ki-moon diz que o acordo deve enviar um sinal claro sobre transformar a economia global numa economia de baixo carbono e para isso, é preciso garantir o financiamento das mudanças, que devem custar US$ 100 bilhões por ano até 2020.

O secretário-geral da ONU finalizou seu discurso pedindo que sejam honrados os compromissos para reduzir as emissões de gases, reforçar a resiliência e alcançar um acordo climático ambicioso e justo.

 

 

 

 

 

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