Mulheres devem estar no centro das reformas das operações de paz da ONU

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Alerta é do secretário-geral Ban Ki-moon, que participa de debate no Conselho de Segurança; Ban está comprometido em garantir que 15% das verbas de consolidação da paz sejam destinadas a projetos de igualdade de gênero.

Conselho de Segurança debate Mulheres, Paz e Segurança. Foto: ONU/Cia Pak

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Mulheres, Paz e Segurança é o tema de um debate aberto no Conselho de Segurança esta terça-feira, com a participação de representantes de mais de 100 países.

O secretário-geral da ONU discursou no encontro, afirmando que a participação e  liderança das mulheres em projetos de paz são para ele prioridade.

Extremismo

Ban Ki-moon falou que está comprometido em garantir que 15% da verba do setor de consolidação de paz da ONU vá para projetos de igualdade de gênero e autonomia feminina.

Ele destacou a importância de se combater o extremismo violento, porque meninas e mulheres são alvo de grupos como Boko Haram e Daesh (acrônimo em árabe para o Isil).

Liderança

Ban citou com o exemplo as mulheres yazidi, que são submetidas pelo Daesh a assassinatos, tortura, estupros e escravidão sexual, casos que podem ser considerados crimes de guerra.

Olhando para os próximos 15 anos, o secretário-geral disse que a ONU e os países têm a cumprir uma "agenda ambiciosa" e qualquer reforma das operações de paz da organização deve ter como ingredientes centrais a igualdade de gênero e a liderança das mulheres.

Ban afirmou que "num momento onde grupos armados extremistas colocaram a subordinação das mulheres no topo da agenda", a comunidade internacional precisa ter como prioridade a "liderança feminina e a proteção dos direitos das mulheres".

Angola

A ministra da Família e Promoção da Mulher de Angola participa da reunião no Conselho de Segurança em Nova York. Filomena Delgado falou à Rádio ONU e explicou um pouco sobre a participação feminina no processo de paz do país.

"Através de manifestações de paz, sensibilização das famílias, mulheres e homens sobre os seus direitos face ao processo de desenvolvimento do país. E temos outra participação que é a recuperação das pessoas no pós-conflito. Como sabe, nós tivemos uma guerra bastante intensa e há muitas consequências. Então é necessário também reabilitar a alma e o espírito para que as pessoas possam gozar e exercer os seus direitos."

Nova Resolução

Durante o debate, o Conselho de Segurança adotou uma resolução sobre a urgência dos países aumentarem a representação das mulheres em cargos nacionais e internacionais.

Pelo documento, as mulheres devem ser incluídas em processos de negociação de paz para países em conflito e as nações precisam aumentar o financiamento em projetos que envolvam mulheres, paz e segurança, durante confrontos ou na fase pós-conflito.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 15 DE DEZEMBRO DE 2017
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