Missão da ONU fala de “situação calma mas tensa” na capital centro-africana

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Esta semana, Bangui registou ataques e atos retaliatórios que deslocaram 250 pessoas; representante do secretário-geral disse que mais mortes podem levar ao retrocesso da paz.

Capacete-azul da Missão das Nações Unidas na República Centro-Africana. Foto: Minusca

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Missão das Nações Unidas na República Centro-Africana, Minusca, informou esta quarta-feira que a situação na capital Bangui “está mais calma mas continua tensa”.

Na segunda-feira, foi atacado um grupo da União para a Paz na República Centro-Africana, com a sigla UPC. Os integrantes foram membros da antiga milícia Séléka, de maioria muçulmana.

Deslocados

Os ataques de retaliação que se seguiram, na terça-feira, levaram ao levantamento de barricadas em áreas da capital e ao aumento das tensões entre comunidades cristãs e muçulmanas. Cerca de 250 pessoas deixaram as suas residências.

Cinco funcionários das Nações Unidas tiveram as suas casas atacadas e uma pessoa ficou ferida durante a ação.

No mesmo dia, um soldado de paz também contraiu lesões num ataque supostamente levado a cabo pelo grupo anti-Balaka, de maioria cristã, contra um comboio de viaturas da Minusca.

Tratou-se do primeiro incidente do género no dia em Boali, na principal rota de abastecimento desde a fronteira dos Camarões para Bangui. Um outro ataque contra um comboio da operação de paz não teve feridos.

Feridos

O representante especial do secretário-geral no país apelou a todos os centro-africanos a exercer moderação para evitar um aumento da violência com consequências graves.

Parfait Onanga-Anyanga condenou igualmente o uso da violência para resolver as diferenças, ao afirmar que os recentes acontecimentos não devem provocar mais mortes no que em sua opinião seria “um retrocesso para a paz”.

Onanga-Anyanga apelou a todos os grupos armados que respeitem os acordos para o fim dos confrontos.

Em 2014, foi assinado um Acordo de Cessação das Hostilidades na capital congolesa Brazzaville. O pacto foi seguido de um acordo de desarmamento, desmobilização e reconciliação adotado em Bangui em maio deste ano.

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