Insegurança alimentar deve afetar mais de 27,4 milhões na África Austral

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Angola e Moçambique estão entre países onde aumenta o número de pessoas que não têm o que comer; FAO e PMA alertam para o aumento dos preços de comida mais cedo que o normal; previsão é para o próximo semestre.

Aumento de insegurança alimentar na África Austral. Foto: PMA

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Mais de 27,4 milhões de pessoas devem enfrentar insegurança alimentar na África Austral durante os próximos seis meses.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, e o Programa Mundial de Alimentação, PMA,  anunciaram que alargam as ações de resposta ao fenómeno causado pelas más colheitas em grande parte da região.

Insegurança

A Avaliação de Vulnerabilidade da Comunidade para o Desenvolvimento dos Países da África Austral 2015 não inclui dados de Angola. Entretanto, o país é citado, ao lado de Moçambique e do Lesoto, pelo aumento do número dos que não têm o que comer.

A maioria das pessoas em risco imediato de insegurança alimentar na região está no Malaui, no Zimbabué e em Madagáscar. Entre as razões para a escassez estão as poucas safras associadas à seca prolongada.

Malaui e Zimbabué

A pior escassez enfrentada numa década no Malaui afeta cerca de 2,8 milhões de pessoas. No país, a FAO e o PMA tentam aliviar a situação quando as   necessidades agrícolas rondam os US$ 44 milhões.

No Zimbabué, pelo menos 1,5 milhão de pessoas deve enfrentar a situação nos próximos meses devido às colheitas abaixo da metade prevista para o ano passado. O país precisa de US$ 32 milhões para ajudar aos necessitados.

Governos

As duas agências da ONU anunciaram que vão aliar-se a outros envolvidos para apoiar os esforços dos governos com vista a melhorar a monitorização dos preços dos alimentos.

As primeiras indicações apontam para uma subida dos custos de mercado que ocorre mais cedo que normal, o que faz prever mais sofrimento para as famílias pobres.

Para agravar a situação de insegurança alimentar estão os altos níveis regionais de desnutrição crónica em crianças e a prevalência do HIV em adultos, que se destacam a nível mundial.

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