OMS: ações para apoiar vítimas do conflito no Iémen são insuficientes

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Agência quer maior acesso para ajudar iemenitas na província de Taiz; necessários US$ 60 milhões para estender resposta da agência pelo país até ao fim do ano; milhares de pacientes não recebem tratamento essencial.

Casas destruídas no Iémen por ataque. Foto: Almigdad Mojalli/Irin

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Os esforços para atender às necessidades humanitárias e de saúde na área iemenita de Taiz não são suficientes, alertou esta terça-feira a Organização Mundial da Saúde, OMS.

A agência declarou que a violência e a insegurança continuam a limitar a entrega de ajuda. A província do noroeste tem mais de 3,3 milhões de pessoas que precisam de assistência básica de saúde.

Deslocados

O representante da OMS no Iémen, Ahmed Shadoul, considera a situação alarmante na área onde o conflito já provocou mais de 300 mil deslocados internos.

Como explicou, Taiz acolhe centenas de milhares de civis inocentes que precisam de medicamentos e de serviços de saúde essenciais além de comida, água potável e combustível.

A agência distribuiu 30 toneladas de medicamentos e suprimentos médicos para 600 mil beneficiários. O lote serviu também para 250 mil pessoas que vivem no interior da Cidade de Taiz, o terceiro maior centro urbano iemenita.

Resposta

O representante alertou sobre a existência de mais vidas em risco, ao pedir um acesso sem restrições para fazer chegar ajuda a mais pessoas além de mais financiamentos para permitir ampliar a resposta da agência da ONU.

Shadoul disse que para apoiar as ações essenciais em todo o país são urgentemente necessários US$ 60 milhões até ao fim do ano.

Com o auxílio da OMS, instalações sanitárias receberam artigos que incluem kits de saúde para tratar de doenças como a diarreia, emergências, mães e crianças além de suprimentos médicos como oxigénio, bolsas de sangue e outros.

Doenças

Cerca de 1 milhão de litros de água são distribuídos na cidade. As autoridades fazem o controlo da qualidade do produto para reduzir o risco de transmissão de doenças. As principais fontes de água potável não funcionam devido a interrupções no fornecimento de energia e à falta de combustível para geradores.

Os problemas de eletricidade e de medicamentos levaram ao fecho da maioria das unidades de saúde nas aldeias e das unidades de tratamento intensivo de vários hospitais.

Pacientes com doenças crónicas como diabetes, problemas dos rins e cancro não recebem medicamentos essenciais e nem tratamento devido à falta de acesso às unidades de saúde ou ao funcionamento limitado.

Desnutrição

Sem comida, os preços subiram de forma significativa e o fraco poder de compra aumentou o risco de desnutrição, especialmente em crianças.

A OMS anunciou que junto do governo e de outros parceiros também continua a acompanhar a evolução de uma epidemia de dengue iniciada no princípio do ano no Iémen.

* Apresentação Laura Gelbert.

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