Grupo discute como alimentar população global em 2050

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Às margens da reunião do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional especialistas falam em investir em agricultura sustentável; objetivo é produzir comida para 9 bilhões de pessoas.

Os especialistas dizem que se deve investigar ingredientes além dos cereais habituais como o milho e o trigo. Foto: Banco Mundial/Daniella Van Leggelo-Padilla

Mariana Ceratti, do Banco Mundial em Lima, Peru, para a Rádio ONU.*

Em um evento às margens da reunião do Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional, em Lima, Peru, grupo de especialistas discutiu formas de alimentar a população global em 2050.

Na opinião de alguns dos principais pensadores da gastronomia atual a saída é: investir em agricultura sustentável, preservar a biodiversidade e explorar ingredientes pouco usados atualmente. Dessa forma, será possível produzir comida suficiente para 9 bilhões de pessoas.

Ao lado do premiado chef peruano Gastón Acurio, um grupo formado por agricultores, ambientalistas e autoridades discutiu o futuro da alimentação em meio às mudanças climáticas.

Segundo o Banco Mundial, esse é um tema urgente, já que a agricultura emite mais de 25% do carbono do mundo. E também porque fenômenos como o El Niño, que afeta a América Latina este ano, ameaçam a pesca e as plantações.

Para Gastón Acurio, os chefs de cozinha têm o papel de estimular o debate sobre a produção de alimentos e lembrar que quase 800 milhões de pessoas ainda passam fome no mundo.

Gatón Acurio disse que "Os fazendeiros estão muito longe; os pescadores estão muito longe e as crianças estão vulneráveis às campanhas de marketing. E os chefs podem fazer algo a respeito disso."

Essas batalhas, segundo o chef de cozinha, têm tudo a ver com o que eles fazem: comida, nutrição, paz e fraternidade.

O chef destacou ainda a importância de seguir pesquisando e experimentando ingredientes pouco usados na culinária atual. Neles podem estar fontes valiosas de nutrientes para a população global no futuro.

Ele afirmou que a quinoa, por exemplo, era um ingrediente considerado pouco nobre há 10 anos. Hoje, já se sabe que é o grão mais nutritivo que existe. Está presente nos restaurantes mais caros do Peru e até no cardápio dos astronautas da NASA.

Mais informações sobre as reuniões anuais do Banco Mundial-Fundo Monetário Internacional em Lima, Peru você encontra aqui: Facebook.com/BancoMundialBrasil  e @bancomundialbr.

*Apresentação: Edgard Júnior

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