FMI revê em baixa crescimento da África Subsaariana para 3,75% em 2015

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Relatório destaca que desempenho deste ano será o menor desde a crise financeira; Angola realçada pelo impacto da queda do preço de matérias-primas; economia de Moçambique deve crescer 7%, o maior entre os lusófos africanos.

O documento prevê um crescimento sólido dos países de baixa renda em torno de 7%. Foto: Unctad

Eleutério Guevane,  da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Fundo Monetário Internacional, FMI, reviu em baixa o crescimento da África Subsaariana em 2015 para 3,75%. Em abril, a previsão era de 4,5%.

O órgão destaca que o desempenho deste ano será mais baixo do que em 2009, na sequência da crise financeira global.

Ritmo de Crescimento

O relatório intitulado Panorama Económico Regional do FMI para a África Subsaariana foi lançado esta terça-feira em Washington.

O estudo destaca o enfraquecimento acentuado da atividade económica na África Subsaariana e um dissipar do forte ritmo de crescimento dos últimos anos em vários países.

O lançamento do documento foi acompanhado por um áudio onde a coautora Céline Allard disse que a previsão para 2016 é de  4,25% em toda a região subsaariana.

Altos Investimentos

A especialista disse que o crescimento será maior do que qualquer outra região em desenvolvimento ou emergente, mas chamou a atenção para o facto de ser o mais baixo dos últimos anos.

No ano passado, o crescimento económico da África Subsaariana foi de 5%.

Entre os principais fatores para a baixa do crescimento em 2015 estão a melhoria do ambiente macroeconómico e de negócios devido a maiores investimentos. As outras razões incluem preços baixos das matérias-primas e financiamentos mais restritivos.

Angola

Angola é mencionada no documento devido à baixa do preço das matérias-primas, um fator de impacto particular em oito países exportadores de petróleo que incluem a Nigéria.

Em 2015 e 2016, a economia angolana deve manter o ritmo de crescimento em 3,5%. Em 2014, o desempenho económico foi de 4,8% no país que teve a moeda nacional, o Kwanza, a desvalorizar-se em cerca 26% desde outubro.

O outro importante fator citado no relatório são as condições financeiras globais altamente favoráveis que impulsionaram os fluxos de capital para muitos países da região. A consequência foi um aumento do investimento público e privado.

Lusófonos Africanos

Entre os lusófonos africanos, Moçambique deve registar o maior crescimento do Produto Interno Bruto com 7% em 2015 e 8,2% em 2016.

Durante os dois anos, São Tomé e Príncipe vai evoluir 5% e 5,2%, a Guiné-Bissau 4,0% e 4,2%. O crescimento económico de Cabo Verde será de 3,5% este ano e 3,7 % em 2016.

Novas Fontes

O documento prevê um crescimento sólido dos países de baixa renda em torno de 7%. As economias de renda média devem lidar com difíceis condições de financiamento, baixos preços das matérias-primas e custos da eletricidade.

O relatório recomenda que os países encontrem novas fontes de crescimento para sustentar a sua boa performance dos últimos anos e continuem a fazer melhorias em termos de inclusão e da redução da pobreza.

Em toda a África Subsaariana, o potencial de crescimento das receitas domésticas está entre 3% e 6,5%.

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