FAO recebe US$ 87 milhões para estudos sobre pandemias em animais

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Uma das áreas de pesquisa será o vírus ébola e doenças semelhantes; objetivo é deixar claro se existe um possível papel do gado no surto; pesquisas devem envolver outros campos nas regiões da Ásia, África e Médio Oriente.

Gado na Nigéria. Foto: Arne Hoel / Banco Mundial

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, recebeu um financiamento de US$ 87 milhões para combater ameaças de pandemias em animais nas regiões da Ásia, África e Médio Oriente.

O montante adicional foi anunciado em Roma, esta terça-feira, e faz parte da parceria com a Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional, Usaid. O investimento deve ser feito até 2019.

Ébola

Cerca de US$ 50 milhões devem ser aplicados para apoiar o combate global ao vírus de ébola “aumentando a capacidade para prevenir, detetar e responder a futuros surtos”, além de evitar que estes transformem-se em epidemias.

A FAO prevê realizar estudos na África Ocidental e Oriental para identificar potenciais reservatórios de portadores de ébola e doenças associadas ao vírus e esclarecer o possível papel do gado, se houver, na transmissão da doença.

Por outro lado, pretende-se entender melhor a Síndrome Respiratória do Médio Oriente, também conhecida por coronavírus Mers-CoV no Corno de África e do Oriente Próximo.

Doenças Transfronteiriças

Para o diretor-geral da FAO, a parceria demonstra o quão importante são as doenças transfronteiriças para agência e para o sistema da ONU e como estas serão ainda mais relevantes para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

José Graziano da Silva sublinhou que milhões de pessoas dependem do gado para a sua sobrevivência, renda e nutrição e que os seus meios de subsistência devem ser protegidos.

As duas entidades trabalham juntas há uma década para controlar doenças animais e gerir ameaças associadas à saúde humana. A parceria já envolveu cerca de US$ 320 milhões.

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 18 DE DEZEMBRO DE 2017
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