FAO quer mais participação na governação para o fim da fome na Cplp

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No Dia Mundial de Alimentação, enviado da agência da ONU no bloco defendeu necessidade de abertura dos países a novas ideias; Hélder Muteia defende princípios do plano para eliminar a fome a nível global.

Dia Mundial de Alimentação. Foto: FAO/Paballo Thekiso

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, junto à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, pediu uma maior valorização de ideias para acabar com a fome no bloco.

Hélder Muteia fez as declarações à Rádio ONU, de Lisboa, por ocasião do Dia Mundial de Alimentação assinalado este 16 de outubro.

Consequências

O enviado quer que  consequências e metas de combate à fome nos países lusófonos sejam consideradas pelos governos para que os seus planos sejam executados de forma mais sustentável.

“Esses mecanismos de governança devem ter abertura para que essas novas ideias de diferentes atores possam ser integradas para que o desenvolvimento seja não apenas equilibrado mas também humanizado, garantirmos aquele património da humanidade que se chama dignidade. Os sistemas alimentares que estão a ser implementados através de políticas públicas e ações concretas de produção devem incorporar diferentes ideias para que nós possamos erradicar não só os problemas, mas possamos enfrentar os desafios com coragem e a participação de todos.”

Fome

O Dia Mundial de Alimentação tem como lema Proteção Social e Agricultura: Rompendo o Ciclo da Pobreza Rural. De acordo com a FAO, mais de 22 milhões dos 250 milhões de habitantes do bloco lusófono passam fome.

Ao avaliar a estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional da agência da ONU e da Cplp, Muteia considerou que são também válidos no bloco os objetivos para alcançar a fome zero a nível mundial.

“Erradicar em dois anos a incidência nas crianças malnutridas, conseguir um acesso à alimentação adequada para todos, ter os sistemas alimentares mais sustentáveis. Portanto, a perspetiva ambiental e de sustentabilidade ecológica e também aumentar a participação dos pequenos agricultores para que eles possam produzir mais e estejam integrados na economia e depois eliminar o desperdício.”

A estratégia conjunta da Cplp e da FAO foi aprovada em 2013. O plano prevê a criação de Conselhos para Segurança Alimentar e Nutricional que devem operar com contributos internacionais, nacionais e com a participação da sociedade civil.

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