Enviado da ONU participa de consultas sobre eleições na Somália

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Nicholas Kay pediu aos somalis para que levem ao processo eleitoral de 2016 um espírito de "compromisso e reconciliação";  participação das mulheres ressaltada como muito importante para o futuro do país.

Nicholas Kay. Foto: ONU/Eskinder Debebe

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O representante especial do secretário-geral da ONU para a Somália participou da abertura do primeiro Fórum Nacional Consultivo sobre as eleições que termina esta terça-feira no país. Nicholas Kay pediu ao povo somali que conduza as consultas num espírito "de compromisso e reconciliação".

Para Kay, o fórum é uma ótima oportunidade para o país mostrar ao mundo que está no caminho de "respeitar a Constituição federal provisória" e ter eleições em 2016.

Responsabilidade

O representante da ONU elogiou a participação dos estados federais e das administrações regionais interinas, além dos membros da sociedade civil. O evento teve início em Mogadíscio na segunda-feira.

Aos participantes, Nicholas Kay lembrou da "grande responsabilidade" que vão enfrentar nos próximos meses. Para o enviado, o fórum é a oportunidade dos líderes somalis decidirem que tipo de processo eleitoral será o certo para o país no próximo ano.

Mulheres

O representante do secretário-geral reafirmou que apenas o povo da Somália pode decidir o futuro da nação. Segundo Kay, uma série de consultas públicas regionais vão decorrer em todos os estados federais e em cada uma das administrações regionais interinas.

Outro ponto destacado foi a importância do papel das mulheres durante as consultas sobre o processo eleitoral. Nicholas Kay considera necessário reforçar a presença da mulher somali para o avanço da estabilização das comunidades, da coesão social e da consolidação da paz.

O representante da ONU também notou que respeitar os prazos das eleições é muito importante e falou sobrea a sua esperança para que esse processo decorra num espírito de reconciliação, inclusão e a colocar os interesses nacionais acima de tudo.

Para o próximo ano, Nicholas Kay espera que o país tenha um Parlamento mais inclusivo e que responda melhor às necessidades do povo somali. As Nações Unidas reiteraram o compromisso de apoiar o processo de construção do Estado e da paz na Somália.

*Apresentação: Denise Costa.

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