Comunidades africanas Campeãs na Redução do Risco de Desastres

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Entre oito grupos reconhecidos pelo Escritório da ONU para a área, dois estão em África; esta terça-feira, 13 de outubro, marca o Dia Internacional para a Redução de Desastres.

Dia Internacional para a Redução de Desastres. Foto: Banco Mundial

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Oito comunidades a viver com a ameaça de cheias, tempestades, terramotos e erupções vulcânicas foram reconhecidas nesta terça-feira como Campeãs de Redução de Risco de Desastres.

Entre estas, duas estão em África: nos Camarões e no Sudão. A distinção foi feita pelo Escritório da ONU para a Redução do Risco de Desastres, Unisdr.

Dia Internacional

Esta terça-feira, 13 de outubro, é o Dia Internacional para a Redução de Desastres.

Este ano, o foco vai para os conhecimentos tradicionais dos indígenas. As Nações Unidas destacam que os povos nativos sabem como reconhecer os primeiros sinais da natureza antes de secas, ondas de calor, tempestades e inundações.

A chefe do Escritório, Margareta Wahlström, afirmou que o realce do reconhecimento é nas comunidades em todo o mundo que "demonstraram habilidade de viver com o risco através dos seus conhecimentos locais, tradicionais e indígenas".

Desenvolvimento Sustentável 

A representante afirmou que estas comunidades em Bangladesh, Camarões, Colômbia, Filipinas, Itália, Reino Unido e Vanuatu estão na linha de frente de clima extremo e eventos sísmicos.

Para Wahlström, todas têm uma coisa em comum: "coesão social, o que é vital na redução das perdas causadas por desastres".

Ela afirmou que "desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza não são possíveis sem tais ações para gerenciar o risco de desastres".

África

Um evento em Genebra para marcar o Dia Internacional reconheceu as oito comunidades.

Nos Camarões, foram mencionados os residentes de Nkolbikok, na capital Yaoundé: "pela redução do risco de cheias e epidemias, através da mobilização de voluntários da comunidade para limpar valas e criar sistemas de eliminação de lixo".

No Sudão, a população da ilha Tuti, vive em harmonia com o rio Nilo. Seus sistemas tradicionais de alertas de cheias garantiram perda baixa ou nenhuma de vidas em grandes inundações.

Leia Mais:

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JORNAL DA ONU - 5 MIN, 8 DE DEZEMBRO DE 2017
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