Colheita de trigo no Brasil deve atingir novo recorde neste ano

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Previsão da FAO é de 7,2 milhões de toneladas, ou 17% a mais do que os números de 2014; no mundo todo, commodities agrícolas estão passando por um período de preços mais baixos e voláteis.

Recorde da produção de milho no Brasil. Foto: FAO/Danfung Dennis

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A agência da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO, divulgou esta quinta-feira o relatório Panorama Alimentar. Em geral, no mundo as commodities agrícolas estão passando por uma fase de preços mais baixos, com menor volatilidade.

Os preços dos óleos vegetais e dos cereais estão numa trajetória de declínio. Segundo a FAO, entre as razões estão altos níveis de estoques de alimentos; alta do dólar e menor preço dos óleos.

Milho Brasileiro

Sobre o Brasil, o relatório destaca que a colheita de trigo deve atingir um novo recorde este ano: 7,2 milhões de toneladas, ou 17% a mais do que no ano anterior.

Outro destaque sobre o Brasil, visto pela FAO como um dos maiores exportadores de milho, está ligado ao aumento das vendas do produto. O recorde da produção de milho e uma moeda mais fraca aumentaram a competitividade de exportação do país, que deve vender 25,5 milhões de toneladas de milho.

Cereais

A FAO prevê que os estoques globais de cereais vão fechar a temporada 2016 com um volume de 638 milhões de toneladas. A produção mundial de cereais deve ser 0,9% menor que em 2014, chegando a 2,5 bilhões de toneladas, principalmente devido à redução da colheita de milho nos Estados Unidos.

A fatura global da importação de alimentos deve cair este ano, batendo US$ 1,09 trilhão, praticamente 20% menor do que o recorde de US$ 1,35 trilhão de 2014. Essa diminuição foi influenciada pelos cereais, derivados do leite, carne e açúcar e também pelo declínio dos custos de frete.

O volume de cereais sendo comercializado internacionalmente está caindo, com previsão de 364 milhões de toneladas na temporada 2015/2016. Já o comércio de peixes e frutos do mar está em alta. Com o dólar mais forte, os Estados Unidos se transformaram num importante destino para exportação de camarão.

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