Chefe humanitário deplora rapto de funcionários na República Centro-Africana

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Quatro trabalhadores da ONG Médicos Sem Fronteiras foram libertados meia hora depois do ataque; tema foi destaque de uma reunião realizada esta sexta-feira entre Aurélien Agbénonci e líderes parlamentares do país.

Coordenador pediu respeito à liberdade de circulação no país. Foto: Minusca.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O coordenador humanitário das Nações Unidas na República Centro-Africana deplorou o ataque às instalações da ONG Médicos Sem Fronteiras que culminou com o rapto de quatro funcionários na área de Bangassou, a norte.

Esta sexta-feira, Aurélien Agbénonci abordou o tema numa reunião que manteve com os líderes do Conselho Nacional de Transição, que funciona como Parlamento.

Violência

No evento, o coordenador denunciou a ação e recomendou ao órgão que também condene o tipo de comportamento. O outro pedido é que o Conselho  defenda o fim da violência contra os intervenientes humanitários.

Na noite de quarta para quinta-feira os atacantes entraram nas instalações da ONG situadas na área da província de Mbomou e sequestraram quatro funcionários, que foram libertados 30 minutos depois.

Emergência

Um trabalhador internacional foi gravemente ferido durante a ação, mas o seu estado é considerado estável após uma cirurgia de emergência.

Bangassou foi uma das cidades que registaram os maiores confrontos entre os ex-combatentes Séléka, compostos por muçulmanos, e as milícias anti-Balaka, de maioria cristã. Cerca de 1 milhão de pessoas foram deslocadas pelo conflito iniciado em 2012.

Liberdade de Circulação

Agbénonci  condenou com veemência o mais recente ataque e apelou a todos os grupos armados que respeitem a vida e a liberdade de circulação de funcionários humanitários que apoiam aos afetados pela crise centro-africana.

O coordenador considerou inaceitável e pediu o fim dos ataques contra essas pessoas “que colocam as próprias vidas em risco para salvar os outros”.

Em nome da comunidade humanitária, Agbénonci instou aos centro-africanos que facilitem o acesso e o apoio das agências que atuam sob princípios humanitários como humanidade, neutralidade, independência e imparcialidade.

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