Chefe da Monusco destaca eleições na República Democrática do Congo

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Martin Kobler fez seu último pronunciamento ao Conselho de Segurança como representante especial do secretário-geral e chefe da Missão das Nações Unidas no país.

Martin Kobler. Foto: ONU/Devra Berkowitz

Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O representante especial do secretário-geral da ONU na República Democrática do Congo afirmou que a situação política no país "está cada vez mais marcada pelo processo eleitoral".

Martin Kobler, que também é o chefe da Missão da ONU no país, Monusco, declarou que "as tensões políticas estão em alta, em antecipação às eleições de 2016".

Conselho de Segurança

Para o representante, "isto vai ter um impacto na situação de segurança, no diálogo estratégico e, em última instância, no cumprimento do mandato" da Missão.

Em seu último pronunciamento ao Conselho de Segurança antes de deixar o cargo, Kobler afirmou que sai com um sentimento de "satisfação e orgulho, por um lado, mas também com a sensação de que o mandato da missão ainda não foi cumprido".

Mensagem ao Mundo

Ele afirmou "não poder dizer com certeza se o progresso alcançado é sustentável ou se violência pode eclodir novamente e reverter os progressos".

Aos integrantes do órgão, o chefe da Monusco disse que a "condução de eleições pacíficas, oportunas e credíveis em novembro de 2016 mandaria uma mensagem clara ao mundo de que a República Democrática do Congo é uma nação que respeita a sua consituição, que está interessada em uma transição pacífica de poder e que vai consolidar a paz".

Direitos Humanos

Kobler afirmou estar preocupado com o "crescente número de violações de direitos humanos relacionadas ao processo eleitoral, particularmente violações de liberdade de reunião pacífica".

Segundo o representante, a redução do espaço político antes das eleições vai "minar a credibilidade do processo eleitoral".

Ele fez um apelo ao governo da RD Congo que tome "todas as medidas necessárias para garantir que as eleições legislativas e presidenciais" previstas para novembero de 2016 sejam "transparentes, credíveis e inclusivas".

O chefe da Monusco afirmou ainda que a Missão da ONU vai continuar a desempenhar seu papel no apoio a todos os atores políticos e à população do país.

O representante especial do secretário-geral para a região africana dos Grandes Lagos, Said Djinnit, também participou da reunião desta quarta-feira no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

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